Credores da Oi e pessoas próximas à companhia avaliam que a sentença que decretou a falência da empresa, publicada pelo TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) na última terça-feira (25), coloca mais luz sobre o processo contra os fundos do chamado Ad Hoc Group, formado por Pimco, SC Lowy e Ashmore. A então administração judicial da companhia (agora massa falida) questiona a responsabilidade desses fundos na administração da telefônica.
Para esse grupo, a sentença reforça a necessidade de investigar possíveis irregularidades.
A ação de responsabilidade está na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. O pedido é que os fundos, que se tornaram acionistas majoritários ao converter créditos em ações no plano de recuperação judicial de 2024, sejam responsabilizados por suposto uso do controle para priorizar o pagamento de seus próprios créditos, em prejuízo da empresa e de outros credores.
Em fevereiro deste ano, a justiça do Rio determinou o arresto de créditos e garantias da gestora norte-americana Pimco, medida que bloqueia preventivamente valores a que a gestora teria direito, para assegurar patrimônio em caso de condenação. O bloqueio foi mantido pelo TJ-RJ em decisão de agosto.
Procurada por email, a sede da Pimco, nos Estados Unidos, disse que não comentaria o assunto. SC Lowy e Ashmore, procuradas por telefone e por meio de formulário em seus sites nesta quinta-feira (27), não responderam.













