Fontes que observaram a movimentação consideraram a troca algo 'normal' em processos desta magnitude Foto: Fabio Motta/Estadão - 27/06/2016O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu mexer na cúpula de administradores judiciais da Oi, que ficam encarregados de lidar com processos, organizar pleitos de credores e prestar contas ao juízo. O processo da Oi, que envolvia cerca de 160 mil credores, contava com três administradores judiciais, sendo que dois foram substituídos agora.PUBLICIDADEO escritório Wald, Antunes, Vita e Blattner Advogados, que estava no posto desde a primeira recuperação judicial da Oi, iniciada em 2016, deixará o cargo por ordem do TJ-RJ. Com sete décadas de existência, o escritório atuou como administrador de grandes casos, como os da mineradora Samarco, da incorporadora Rossi e até do Vasco da Gama.Junto com ele, também foi determinada a saída da K2 Consultoria Econômica, que foi fundada em 2014 e ingressou no caso da Oi na segunda recuperação judicial da Oi, iniciada em 2023. A firma também tem experiência em casos como da Abengoa, Cândido Mendes e Estaleiro Mauá, entre outros.Já o escritório Preserva-Ação segue no posto. O sócio do escritório, Bruno Rezende, também atuava como gestor da Oi, exercendo o comando da empresa desde o afastamento da direção, ano passado. Com o decreto de falência, o cargo de gestor deixa de existir. Dessa forma, o Preserva-Ação passa a ficar apenas na administração. Além da Oi, o escritório tem no currículo outro caso explosivo, das Lojas Americanas.Novas nomeaçõesPor nomeação do TJ-RJ, entra no time o escritório Zveiter, que tem como principal sócio o advogado Sérgio Zveiter, que fez dobradinha com Bruno Rezende no caso das Lojas Americanas. Por fim, a Corte nomeou como observador judicial Adriano Pinto Machado, do Escritório Pinto Machado Advogados Associados.PublicidadeA desembargadora Monica Maria Costa, relatora da falência da Oi, afirmou em seu despacho que os novos administradores têm “notória experiência em resolução e reestruturação de grandes empresas” e que a transição era “imperiosa”.Fontes que observaram essa movimentação consideraram a troca algo “normal” em processos dessa magnitude, com escolhas de acordo com a relação de confiança com os desembargadores. Ou como disse outra fonte, “políticas de tribunal”.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 26/08/2026, às 10:12A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.Para saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.Vale ler tambémO Brasil se aproxima do topo do comércio agrícola mundial Consultoria Galeazzi vê risco de piora no quadro das empresasTrês Poderes em campanha: vale-tudo tenta resguardar Supremo contra um Senado mais à direita em 2027Publicidade
Justiça troca cúpula da administração judicial na liquidação da Oi
Após a falência, dos três escritórios que atuam no processo, dois serão substituídos














