Por que Data Centers são importantes? E quais os problemas?Guia do Adulto Premium te explica as polêmicas em torno das estruturas que sustentam a inteligência artificial. Crédito: Larissa Burchard/EstadãoEm junho de 2025, Taylor Frazier McCollum descobriu que um enorme data center estava sendo planejado para o terreno do antigo shopping de Landover, em Maryland.PUBLICIDADEA notícia não chegou até ela pela imprensa. A família de Taylor tem imóveis a poucos quilômetros do local e ficou preocupada com o que uma instalação daquele tamanho poderia fazer com a região. Taylor decidiu abrir uma petição na internet.No começo, quase ninguém prestou atenção. Taylor divulgou a campanha no Facebook e no Instagram, mas tinha poucos seguidores. Conseguiu algo perto de 80 assinaturas.Aí o Party for Socialism and Liberation, o PSL, encontrou a petição. E segundo o relato da própria Taylor, produziu um vídeo, montou uma estrutura de divulgação no Instagram e ajudou a campanha a viralizar.Em menos de duas semanas, ela diz que saiu de cerca de 80 assinaturas para 20 mil.PublicidadeO data center "Edged Des Moines", otimizado para IA, aproxima-se da conclusão antes da data prevista para o final de 2026 — especificamente em 22 de agosto de 2026 —, em Altoona, Iowa. Foto: Leon Neal/AFPPara entender como uma campanha desse tamanho pode nascer de uma petição quase invisível, é preciso olhar primeiro para o que está sendo construído.A inteligência artificial parece morar num lugar abstrato chamado nuvem. Só que a nuvem tem endereço. Modelos de IA são treinados e operados em data centers: instalações cheias de servidores, equipamentos de rede, sistemas de armazenamento e máquinas de refrigeração. Tudo isso precisa de terreno, cabos, água e, sobretudo, eletricidade.A escala vem crescendo depressa. Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, os data centers consumiam cerca de 4,4% de toda a eletricidade americana em 2023 e podem chegar a até 12% em 2028. A Agência Internacional de Energia estima que eles consumiram cerca de 180 terawatt-hora nos Estados Unidos em 2024 e que serão responsáveis por metade do crescimento da demanda americana por eletricidade até 2030.No plano nacional, essa é uma discussão sobre geração de energia, rede elétrica e infraestrutura. Na cidade onde o prédio vai subir, a conversa pode ser um pouco diferente:1. O município precisa decidir se comporta uma instalação daquele tamanho.Publicidade2. A concessionária precisa conectar à rede uma carga gigantesca.3. Moradores querem saber de onde virão a água e a energia.4. Alguém precisa pagar pela infraestrutura necessária.Esta vista aérea mostra um data center da Amazon Web Services (AWS) adjacente a casas unifamiliares em Stone Ridge, Virgínia, em 12 de agosto de 2026. Foto: Brendan Smialowski/AFPHá lugares que recebem esses projetos de braços abertos, de olho nos investimentos, nos empregos e nos impostos. Em outros, moradores e autoridades pedem tempo ou tentam barrar a construção.É justamente nessas disputas que o PSL começou a agir nos últimos meses.PublicidadeEm Charlotte, na Carolina do Norte, a filial local do partido organizou uma campanha de porta em porta perto de um dos projetos.Dana Alhasan, integrante do partido, contou à imprensa americana que muitos moradores nem sabiam que um data center estava sendo construído. Outros tinham acabado de descobrir por vizinhos – ou pela própria petição organizada pelo grupo.O partido trabalhou com outras organizações, promoveu manifestações coletivas e ajudou a transformar uma discussão dispersa em pressão política. No último mês de junho, o conselho municipal aprovou por unanimidade uma moratória de 150 dias para novos projetos enquanto a cidade reavaliava as suas regras.As reclamações são reais. Água, eletricidade e barulho são problemas que podem perfeitamente acompanhar a rejeição aos data centers. O PSL entra no episódio seguinte: o partido encontra uma disputa que já existe, ajuda a organizar gente, produz material, chama atenção e dá escala ao conflito.E nada disso é criminoso. Isso faz parte da atividade política de qualquer organização que queira crescer.PublicidadeO problema é esse cara: Neville Roy Singham.Torres de transmissão e linhas de energia aparecem ao lado de um novo data center em construção em Stone Ridge, Virgínia, em 12 de agosto de 2026. Foto: Brendan Smialowski/AFPSingham não aparece como um mero doador do PSL. O dinheiro ligado a ele passa por fundações, centros de formação e organizações de mídia onde atuam pessoas que também ocupam posições importantes dentro do partido.Boa parte do dinheiro passa pela People’s Support Foundation, a PSF. A própria fundação diz que foi criada em 2017 para financiar organizações progressistas e construir capacidade em educação política, pesquisa, mídia e “infraestrutura para crescimento e sustentabilidade”. A presidente e diretora é Jodie Evans, cofundadora da CodePink e esposa de Neville Singham.Em 2024, os registros fiscais mostram que a PSF destinou US$ 5 milhões ao People’s Forum e mais US$ 5,37 milhões, em duas transferências, à Justice and Education Fund, a JEF. No mesmo exercício, a JEF declarou ter recebido cerca de US$ 5,4 milhões da PSF. Depois, distribuiu US$ 977 mil ao BreakThrough BT Media e US$ 701.659 ao People’s Dispatch, além de outros repasses.Os nomes parecem esquisitos até que se olha para quem trabalha em cada lugar.PublicidadeBen Becker aparece no próprio jornal do PSL como integrante do Comitê Central do partido e dirige o BreakThrough News.Eugene Puryear é fundador histórico do PSL e também um dos nomes do BreakThrough.Claudia De la Cruz ajudou a fundar o People’s Forum, integra a direção nacional do PSL e foi candidata do partido à Presidência dos Estados Unidos em 2024.As organizações têm personalidade jurídica própria, mas parte importante dos quadros se repete de uma para outra.Em alguns casos, elas dividem até o espaço físico.PublicidadeKeShaun Pearson, cofundador da organização ambiental Memphis Community Against Pollution, posa em frente ao Colossus I — o data center da xAI — em 31 de julho de 2026, em Memphis, Tennessee. Foto: Archana Thiygarajan/AFPNo Form 990 de 2022, o People’s Forum declarou ter fornecido ao BreakThrough uma assistência não monetária avaliada em US$ 318.596. A descrição diz: “office/studio space”.O mesmo documento também registra espaço de escritório para a JEF.A 1804 Books oferece outro exemplo. Ela funciona como um projeto editorial ligado ao People’s Forum e anuncia no próprio site que está se fundindo com a Liberation, que identifica como “a editora do PSL”. O objetivo declarado é amplificar a literatura socialista, a educação política, a organização e a construção do movimento.Por isso, olhar apenas para o caixa formal do PSL deixa de fora uma parte importante da estrutura. O dinheiro que circula nessa rede ajuda a manter espaços onde dirigentes do partido trabalham, veículos que eles dirigem, estruturas de formação política, editoras e canais de comunicação capazes de alcançar um público muito maior que o número de filiados.Esse tipo de estrutura muda o tamanho de uma organização. Permite produzir vídeos com frequência, publicar textos, formar militantes, organizar eventos, manter estúdios e transformar conflitos locais em campanhas que circulam nacionalmente.PublicidadeUma briga interna recente do PSL expôs como parte da própria direção pensa esse trabalho.Neville Roy Singham é um empresário americano Foto: Thoughtworks/ReproduçãoEm junho, Walter Smolarek publicou uma carta de renúncia depois de 17 anos no partido. Ele afirma ter sido eleito três vezes para o Comitê Central e ter dirigido o departamento nacional de comunicação.Smolarek diz que a relação entre o PSL e o People’s Forum foi se estreitando ao mesmo tempo em que surgiam mais recursos para contratar funcionários. Segundo ele, isso permitiu à direção contar com uma equipe de aproximadamente uma dúzia de pessoas com grande disponibilidade administrativa.A ruptura também trouxe a público uma resposta atribuída ao Comitê Central do PSL e documentos preparatórios atribuídos ao 6º Congresso do partido. Diferentes cartas descrevem o mesmo processo interno, e os documentos combinam com práticas que o PSL adota publicamente.Num desses textos, a orientação atribuída à direção é aproveitar oportunidades para entrar ou estimular um foco de luta.PublicidadeOutro, marcado como Discussion Document #3 do 6º Congresso, descreve uma estratégia baseada em agitação, propaganda, mídia, cultura e educação popular. A recomendação é começar onde as pessoas já estão, na luta concreta em que elas já estão envolvidas, e ligar essa disputa a um programa político mais amplo.No caso dos data centers, isso é bem fácil de visualizar. Você não chega a uma família de Charlotte falando sobre a crise do capitalismo. Você começa pelo prédio que vai subir perto da casa dela: quanta água vai gastar, de onde virá a energia, quanto barulho fará e quem pagará pela expansão da rede.Um data center da SpaceXAI está sendo construído em Southaven, Mississipi Foto: Brandon Dill/AFPSe essa discussão ganha corpo, ela pode ser ligada a uma crítica maior à Big Tech, ao poder econômico, ao clima e ao modelo político que o partido busca mudar.O mesmo documento atribuído ao Congresso recomenda relacionar o trabalho cotidiano a temas como o crescimento da inteligência artificial e o poder da Big Tech, a crise climática e o conflito dos Estados Unidos com a China.Outro texto, o Discussion Document #4, propõe usar a PSL Action Network para construir uma “periferia organizada”: uma massa de simpatizantes maior que o núcleo partidário, capaz de receber materiais, direção política e chamados para agir em momentos decisivos.PublicidadeA inteligência artificial já aparecia nessa discussão anos antes das brigas por data centers virarem notícia nacional.Um documento atribuído à preparação do 6º Congresso afirma que o 4º Congresso do PSL, realizado em 2019, já havia tratado inteligência artificial, catástrofe climática e guerra entre grandes potências como crises estratégicas do capitalismo.Há dois anos, um texto chamado “Artificial Intelligence, Automation, and Class Struggle”, usado mais tarde como material de educação política pelo People’s Forum, descrevia a infraestrutura da IA como composta por vastos data centers e discutia eletricidade, água, clima e a pergunta sobre quem controla a tecnologia.Um mês depois, a People’s Dispatch publicou “The hidden costs of the AI boom”, de Nishad Gothoskar. O artigo falava de data centers, demanda elétrica, água, pressão sobre a rede e custos que poderiam chegar aos consumidores. Depois conectava essa infraestrutura ao Pentágono, às grandes empresas de tecnologia e à competição tecnológica com a China.Gothoskar não escrevia de fora desse ambiente. Meses antes, o Boston Globe o havia identificado como integrante do capítulo de Boston do PSL. E a People’s Dispatch, onde o texto foi publicado, recebeu US$ 701.659 da JEF em 2024 e mais de US$ 1,26 milhão no exercício anterior.PublicidadeNo começo do ano passado, a chegada do modelo chinês DeepSeek adicionou um argumento novo.Local de um futuro data center em construção perto de Abernathy, Texas, no sábado, 18 de julho de 2026 Foto: Justin Rex/APNo dia 31 de janeiro, o CodePink publicou um texto celebrando o fato da empresa chinesa ter desenvolvido um modelo competitivo com menos recursos e menos energia, em contraste com as centenas de bilhões de dólares anunciadas para infraestrutura de IA nos Estados Unidos.Treze dias depois, o Liberation News, órgão do PSL, publicou a sua própria análise sobre o assunto. O texto associava o modelo americano de IA a enormes investimentos na rede elétrica e a uma expansão de data centers descritos como intensivos em energia e ambientalmente destrutivos.No dia 5 de julho do ano passado, o Liberation News publicou um artigo sobre o aumento das contas de eletricidade em Illinois e apontou os data centers de IA como causa central do problema discutido no texto. No fim, fez uma previsão: a região de Chicago provavelmente estaria na linha de frente das lutas em torno dos data centers de IA nos anos seguintes.No mesmo verão, o 6º Congresso do PSL discutiu uma posição do Comitê Central sobre inteligência artificial. Um ex-integrante – que se descreve como engenheiro de machine learning – afirma que Brian Becker havia pedido que ele transformasse IA no seu principal foco político e que, durante o Congresso, trabalhasse numa resolução sobre o tema.Neste ano, o assunto já tinha virado uma frente política nacional. O próprio Liberation News passou a falar na “luta nacional contra os data centers de IA”. O People’s Forum incluiu a “batalha dos data centers” na programação de educação política. E o CodePink lançou materiais de campanha conectando data centers a meio ambiente, gastos militares, inteligência artificial e competição estratégica.A IA entrou primeiro como tema político. Quando os data centers, a rede elétrica e a água começaram a produzir brigas locais, o partido já tinha uma interpretação pronta para ligar esses conflitos a uma discussão maior sobre Big Tech, energia e poder.Neville Singham entra nessa história por outro caminho.Há muitos anos, Singham fez fortuna no setor de tecnologia. Eu já escrevi sobre ele para esta coluna.Uma torre de transmissão aparece ao lado de casas unifamiliares e de uma infraestrutura de centro de dados nas proximidades, em Stone Ridge, Virgínia, em 12 de agosto de 2026. Foto: Brendan Smialowski/AFPNeville fundou a ThoughtWorks, empresa de consultoria e desenvolvimento de software que vendeu em 2017. Anos depois, uma investigação do New York Times reconstruiu uma rede de organizações sem fins lucrativos financiadas com dinheiro associado a ele e mostrou que Singham havia se estabelecido em Xangai e onde trabalhava no Departamento de Propaganda do Partido Comunista Chinês.Mas a rede americana financiada por organizações ligadas a ele também mantém relações em Xangai.Em março de 2021, a School of Communication da East China Normal University anunciou uma parceria estratégica com a Shanghai Maku Cultural Communications. No comunicado, a universidade descreve a Maku como uma empresa que produz textos, áudio e vídeo sobre a China para redes globais de mídia e think tanks. O objetivo declarado era aumentar a compreensão internacional sobre o país, difundir a “voz chinesa” e cooperar em cursos, pesquisa, publicações e formação de profissionais de comunicação.Na cerimônia estavam os fundadores da Maku e também consultores identificados pela universidade como pesquisadores da Tricontinental: o Institute for Social Research, outra organização financiada por Singham.Em 2024, registros fiscais citados por uma investigação do Comitê de Ways and Means da Câmara mostram que a Tricontinental pagou US$ 2.196.176 à Maku por serviços de “pesquisa, análise e tradução”.A Justice and Education Fund também declarou pagamentos à Maku entre 2021 e 2023 por produção de programas jornalísticos online. Uma carta do senador Chuck Grassley ao Departamento de Justiça e ao FBI cita esses registros ao pedir que as autoridades avaliassem eventuais obrigações de registro sob a lei americana de agentes estrangeiros.O New York Times encontrou uma ligação ainda mais direta. Segundo a reportagem, Singham compartilhava em Xangai espaço de escritório e integrantes de equipe com a Maku. A empresa dizia querer “contar bem a história da China”. Nos Estados Unidos, organizações financiadas pela mesma rede de doadores mantinham veículos de mídia e centros políticos.Então, em junho, apareceu uma operação de natureza completamente diferente. A OpenAI publicou uma investigação sobre uma campanha de influência que recebeu o nome de “Data Center Bandwagon”.O Austin Energy/Sand Hill Energy Center é visto em 28 de julho de 2026, em Austin, Texas. Foto: Brandon Bell/AFPContas que se apresentavam como a de americanos comuns produziam comentários e imagens contra a expansão de data centers nos Estados Unidos. A mensagem era conhecida: essas instalações consumiriam enormes quantidades de eletricidade e fariam famílias comuns pagar contas de energia maiores.Só que aquelas contas não pertenciam a americanos comuns. Na análise da OpenAI, os operadores provavelmente estavam na China. Havia prompts em chinês, contas coordenadas e personagens que fingiam falar como cidadãos dos Estados Unidos.A empresa também encontrou indícios compatíveis com uma operação executada por uma companhia chinesa de tecnologia que oferecia serviços de mídia social a governos locais na China.As duas histórias são diferentes, mas exploram a mesma briga.No caso do PSL, moradores de verdade entram em conflito com projetos de verdade. O partido encontra essas disputas, organiza pessoas, produz mídia e tenta ligá-las a uma causa política mais ampla.Na Data Center Bandwagon, uma operação encoberta provavelmente originada na China criou personagens americanos falsos para amplificar uma preocupação parecida.Neville Singham aparece no meio dessa história porque o dinheiro ligado a ele ajuda a sustentar a infraestrutura de mídia, formação e mobilização onde atuam pessoas importantes do PSL. Parte dessa mesma rede mantém relações financeiras e operacionais com Xangai e com uma empresa dedicada a produzir propaganda para a China.O caso de Taylor Frazier McCollum mostra por que isso importa.Saiba mais Avanço da IA mostra que o declínio do império americano é uma ilusão equivocadaO plano de Trump para a ciência: mais IA e menos protagonismo para as universidadesCresce o temor popular da inteligência artificial nos Estados UnidosTaylor já estava preocupada quando o PSL apareceu. A petição já existia. O conflito não precisou ser criado por ninguém. Mas ela tinha cerca de 80 assinaturas. Depois que entrou uma organização capaz de produzir vídeo, distribuir conteúdo e mobilizar gente, Taylor diz que chegou a 20 mil.Esse salto resume boa parte do que está em jogo.Influência política raramente funciona melhor quando tenta fabricar uma preocupação do nada. É muito mais eficiente encontrar uma preocupação que já existe e aumentar o seu alcance.Os data centers oferecem um terreno especialmente fértil para isso. São enormes, mexem com água, energia, território, dinheiro e colocam empresas de tecnologia diante de comunidades pequenas. Também são uma peça central da corrida por inteligência artificial entre Estados Unidos e China.A mesma briga muda de tamanho conforme quem olha para ela. Para Taylor, começa com um terreno perto dos imóveis da família. Para o PSL, pode virar uma frente nacional contra as Big Techs. Na disputa tecnológica entre países, cada data center que deixa de ser construído nos Estados Unidos também ganha significado estratégico.Foi assim que uma petição de 80 assinaturas em Maryland acabou encostando numa rede de organizações financiadas por um milionário radicado em Xangai e, mais adiante, numa operação chinesa de influência descoberta pela OpenAI.A revolta contra os data centers não nasce de uma causa única. Uma reclamação local pode ser perfeitamente verdadeira e, ainda assim, interessar a organizações que têm objetivos muito maiores do que o protesto..Taylor queria discutir o que aconteceria com a região onde a família tem imóveis.Outros perceberam que aquela mesma briga podia servir para discutir quem irá controlar a infraestrutura da inteligência artificial nos Estados Unidos.Vale ler tambémEUA exigiram subordinação, e o Canadá recusouTelefonema entre Trump e Lula mostra que relações entre presidentes não estão abaladasComo a China comunista produz bilionários capitalistas? Entenda no vídeo
Opinião | Quem está por trás da revolta contra os data centers nos EUA?
Um partido pouco conhecido do público americano promoveu manifestações coletivas e ajudou a transformar uma discussão dispersa sobre IA em pressão política












