27/08/2026 05h03 Atualizado há 27 minutos
Os data centers se tornaram um dos temas centrais das eleições de novembro nos Estados Unidos. A rejeição da população americana à presença dessas instalações cresce por todo o país e é bipartidária, com democratas e republicanos citando temores de impactos sobre recursos naturais e qualidade de vida. O tema também interessa ao Brasil, já que o estímulo a centros de dados é um dos raros consensos entre os candidatos à Presidência.
A apenas 45 quilômetros da capital americana, Washington, Sterling é um distrito tranquilo com pouco mais de 30 mil habitantes. Por lá, os moradores estavam acostumados a serem incomodados por aviões que passam pontualmente pelo aeroporto vizinho de Dulles e também pelo vaivém de carros nas vias próximas às rodovias. Há alguns anos, porém, eles começaram a conviver com um ruído novo: o de data centers. O barulho se assemelha a o que seria um grande ventilador constantemente ligado.
“Todo mundo quer saber dos data centers”, diz Cris, um senhor de 60 anos que mora em Sterling desde 2013 e que hoje tem uma casa atrás de um data center. “Eu morava aqui quando todas essas áreas eram árvores”, acrescentou.
Sterling integra o condado de Loudoun e, junto a distritos como Ashburn, forma o “Data Center Alley”, algo como “corredor de centros de dados”. De acordo com o Data Center Map, o corredor tem a maior concentração de centros de processamento de dados do mundo, com 393 instalações.













