Candidato à Presidência pelo partido Novo participou de sabatina promovida pelo Valor, O Globo e CBN 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sabatina, Romeu Zema - Foto Ana Branco / Agência O Globo — Foto: Ana Branco / Agência O Globo O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, disse nesta terça-feira (25), durante sabatina do Valor, O Globo e CBN, que se diferencia do concorrente Flávio Bolsonaro (PL) pela experiência de ter governado um Estado como Minas Gerais, enquanto o senador "só atuou como parlamentar". "Eu nunca dependi do Estado, graças a Deus", ele declarou. Leia mais: "Nós temos algumas diferenças. Primeiro: eu sou empreendedor. Eu nunca dependi de Estado, graças a Deus. Segundo: eu fui governador, e, pelo que eu sei, ele só foi parlamentar até hoje. E [fui] governador de um Estado, que é o mais heterogêneo do Brasil, 21 milhões de habitantes, 853 municípios", afirmou o ex-governador. Além dos diferentes currículos, Zema disse que vem "do mundo real" e que isso o ajuda a entender o pensamento dos brasileiros. "Eu nunca fui recebedor de impostos. Eu sempre fui pagador de impostos", afirmou, em referência à sua atuação como empresário, antes de entrar para a política. Para reforçar a mensagem de que "sabe muito bem aquilo que os brasileiros passam", o candidato contou que foi "pai e mãe" de seus filhos, enquanto administrava a empresa. "Sou uma pessoa que tem uma visão de solucionar, de fazer diferente, de enxergar além, e não de ficar fazendo a mesma política de sempre." Apesar de tentar se descolar de Flávio, Zema evitou fazer críticas ao adversário. Quando questionado sobre a relação do senador do PL com Daniel Vorcaro, do Banco Master, por exemplo, direcionou a artilharia para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o mineiro, a Corte, "virou um balcão de negócios" para alguns dos magistrados. Ao justificar sua ausência no primeiro debate entre os candidatos à Presidência, realizado no domingo (23), Zema disse que não compareceu porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não iria. Ele disse que seu alvo é o atual mandatário, por considerar Lula responsável por problemas como a taxa de juros. Segundo o presidenciável, sua presença só faria sentido se pudesse fazer perguntas a Lula. "Os dois principais [Lula e Flávio] não foram, e depois nós vimos aí [que] foi considerado um debate que não teve muita qualidade. E o principal, para mim, é o presidente. Não fui porque o presidente não foi, e era para ele que eu queria estar direcionando as minhas perguntas." Segundo pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (21), Zema tem 3% das intenções de voto. Lula, com 39%, e Flávio, com 33%, aparecem à frente. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos. Completam o cenário de primeiro turno: Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 4%, e Augusto Cury (Avante), com 2%.