Candidato à Presidência da República pelo Novo foi o primeiro dos seis que serão sabatinados ao longo da semana logo após o Jornal Nacional 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema é o primeiro a ser entrevistado pela TV Globo. — Foto: Globo/Manoella Mello A TV Globo deu início, nesta segunda-feira, à série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Ao longo da semana, até sábado, Renata Vasconcellos e César Tralli conduzirão sabatinas com os seis postulantes mais bem colocados na última pesquisa Quaest, sempre após a exibição do Jornal Nacional. Na entrevista de estreia, Zema teve um desempenho classificado como "titubeante" e "simplório" pelos colunistas do GLOBO, recebendo nota média 2 numa escala que vai de 1 a 5. Quanto maior o número atribuído pelo jornalista, melhor a atuação do candidato. A nota final é calculada a partir de uma média das pontuações atribuídas por cada colunista ao entrevistado. Depois de Zema, a cada dia até sábado, serão entrevistados, na ordem, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD); Renan Santos (Missão); o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT); o senador Flávio Bolsonaro (PL); e, para encerrar, o escritor Augusto Cury (Avante). As sabatinas são realizadas nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e transmitidas ao vivo. Veja a avaliação de cada colunista Bela Megale (Nota 3): "A tranquilidade e a simplicidade nas falas foram o ponto positivo na entrevista de Romeu Zema. Mas faltou o principal: conteúdo e consistência às promessas". Bernardo Mello Franco (Nota 2): "Zema apostou no papel de linha auxiliar do bolsonarismo: defendeu anistia a golpistas, fim da vacinação obrigatória e megapresídios inspirados em Bukele. Tentou se apresentar como self-made man, mas omitiu ser herdeiro de um império familiar. Cobrado sobre a alta dos feminicídios em Minas, enrolou-se e prometeu “uma série de programas contra as mulheres”". Lauro Jardim (Nota 2): "A intenção declarada de Romeu Zema era se apresentar ao país, uma vez que é praticamente um desconhecido fora de Minas Gerais. Se depender da sabatina de hoje, não causou boa impressão. Titubeou nas respostas e ficou diversas vezes sem ter o que dizer ao ser confrontado com números ruins do seu governo". Merval Pereira (Nota 2): "Zema respondeu com números a várias questões importantes, mas ou não deu respostas convincentes para solucionar os problemas, ou fugiu das respostas". Míriam Leitão (Nota 2): "O candidato Romeu Zema não hesitou nas respostas, mostrando que treinou, mas a qualidade dessas respostas foi muito fraca. Disse que o 8 de janeiro não foi golpe de Estado, porque não foi bem sucedido. Sustentou que fez ajuste fiscal, mas apenas não pagou a dívida. Não conseguiu explicar por que subiu salário do governador e dos secretários em 300% e dos servidores em 54%". Renato Meirelles (Nota 1): "Zema encerra a entrevista dizendo que não aguenta mais ver “político rico e povo pobre”. O problema é que, minutos antes, havia defendido uma política sem ganho real para o salário mínimo — enquanto carrega no currículo de seu governo um reajuste de cerca de 300% para o salário do primeiro escalão. Para quem se apresenta como gestor, faltou fazer aquilo que qualquer bom empresário faz antes de uma reunião importante: se preparar". Vera Magalhães (Nota 2): "Perto do debate da Band, a entrevista conseguiu confrontar o candidato com seu legado em Minas. Embora torça dados e não explique o caos fiscal de Minas, Zema consegue alguns bons recortes ao soar “simples” para alguns (simplório para outros)". Fabio Graner (Nota 2): "O melhor da entrevista foram as perguntas. Colocaram o candidato Romeu Zema diante do seu espelho no governo de Minas, e ele teve dificuldade de mostrar que tem a tal capacidade de gestão de que tanto fala. Parece ter poucos planos originais para o Brasil e nadou em chavões para agradar o bolsonarismo. Não aproveitou o tempo". Thomas Traumann (Nota 2): "Com apenas 3% das intenções de voto e zero tempo de propaganda de rádio e TV, Zema tinha hoje sua grande oportunidade de falar a milhões de eleitores. Perdeu. Flertou com o bolsonarismo raiz ao defender a anistia aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro, o direito das famílias de não vacinarem seus filhos e a 'mano dura' de Bukele em El Salvador. Sem originalidade, virou uma sublegenda do bolsonarismo".
Zema na TV Globo: como o ex-governador se saiu na entrevista? Veja as notas e avaliações dos colunistas do GLOBO
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