Candidato do partido Novo à Presidência da República participou de sabatina promovida pelo Valor, O Globo e rádio CBN 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Novo, em sabatina do Valor, O Globo e CBN — Foto: Ana Branco / Agência O Globo O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, que tem as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) como uma de suas bandeiras, disse que o Judiciário "está sendo usado para fazer política", ao participar nesta terça-feira (25) de sabatina promovida pelo Valor, O Globo e CBN. Leia mais: "Nós estamos tendo aí um Judiciário que está sendo utilizado nitidamente para fazer política, e não para apurar", afirmou o ex-governador de Minas Gerais, ao ser questionado sobre investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do extinto Banco Master, e casos que atingem seus adversários Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). "O Brasil precisa acabar com essas investigações tendenciosas que nós estamos tendo." Zema disse que, se eleito, incentivará que se apure "tudo" e voltou a ressaltar que seu nome não foi envolvido no escândalo do Banco Master, mesmo com o fato de Vorcaro morar em Minas. "Eu não recebi nada", afirmou. "Eu não quero que ninguém fique protegido. Eu quero investigação a fundo com relação a tudo, apuração e punição." O presidenciável também afirmou que "não retira nada" do que falou sobre a atuação de ministros do STF e lembrou o processo por calúnia movido contra ele pelo ministro Gilmar Mendes, por causa de uma sátira retratando membros da Corte como "intocáveis". "Será que eu fiz algum crime?", questionou. Joio e Trigo "Nós temos de lembrar que tem joio e tem trigo lá no Supremo. Tem gente lá, que eu acho que a maioria dos brasileiros confiam, e tem gente que tem utilizado o Supremo para fazer negócios. Aquilo ali se transformou, para alguns ministros, num balcão de negócios", disse. Sem citar nomes, mas fazendo alusão a situações que envolvem os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, Zema disse que não citaria nomes para descrever problemas da Corte, mas falaria "os milagres". "Eu não sei se algum brasileiro conseguiu um contrato para o cônjuge de R$ 129 milhões. Eu não sei se um brasileiro comum, como eu, como a maioria que está nos acompanhando, conseguiu uma transação do [resort] Tayayá de R$ 35 milhões. Ou se outro brasileiro que faz congressos etc, consegue patrocínio de milhões do banqueiro bandido, se tem jato à disposição para carona, se é convidado para degustação do uísque mais caro do mundo", afirmou. "Esses que fizeram isso, em qualquer país civilizado, já teriam sido expelidos. Estariam numa condição insustentável. E a nossa permissividade aqui, ou impunibilidade, tem permitido a continuidade. E eu quero combater isso com todas as forças. Precisamos ter um setor público mais transparente", acrescentou. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21), Zema tem 3% das intenções de voto. Lula, com 39%, e Flávio, com 33%, aparecem à frente. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos. Completam o cenário de primeiro turno: Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 4%, e Augusto Cury (Avante), com 2%. Zema foi o primeiro entrevistado da série de sabatinas com presidenciáveis do Valor, O Globo e CBN. Ainda nesta semana, serão entrevistados Ronaldo Caiado, na quarta-feira (26); Renan Santos, na quinta-feira (27); e Cury, na sexta-feira (28). Os candidatos Lula e Flávio foram convidados, mas declinaram.
Zema chama STF de 'balcão de negócios' e diz que 'Judiciário está sendo usado para fazer política'
Candidato do partido Novo à Presidência da República participou de sabatina promovida pelo Valor, O Globo e rádio CBN












