Ex-governador também criticou a condução de 'investigações tendenciosas' e negou conhecimento prévio sobre a doação feita por Henrique Vorcaro ao partido Novo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema na sabatina O GLOBO, CBN e Valor — Foto: Ana Branco /Agência O Globo O ex-governador Romeu Zema (Novo) buscou se afastar das acusações de envolvimento da Cemig, empresa estatal mineira, com o caso Master e da doação feita pelo pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, ao Novo em 2022. Em sabatina ao O GLOBO, CBN e Valor nesta segunda-feira, o ex-mandatário disse que não voltará atrás das críticas feitas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) pela proximidade com banqueiro, mas criticou o que classificou como "investigações tendeciosas". Na semana passada, Rubens Soalheiro, o diretor comercial da Cemig Sim, segmento da estatal responsável pela compra de energia solar, foi demitido em meio a suspeitas de envolvimento nos esquemas ligados ao Master. Investigadores apuram se o ex-diretor teria facilitado o envolvimento da empresa com a gestora Green Investimentos, na qual Felipe Vorcaro, primo de Daniel, atuava como presidente. A companhia também tinha a participação do senador Ciro Nogueira (PP), investigado pela Polícia Federal por suspeita de ter recebido vantagens indevidas do dono do Master e, em troca, ter apresentado um projeto de lei favorável à instituição financeira. — Pedi para o atual governador [Mateus Simões, do PSD] que investigue a fundo e que a receita apure a sonegação. A CEMIG compra a energia de produtores de energia solar. Na hora em que a CEMIG comprou. Sou totalmente favorável. Não quero que ninguém fique protegido. Quero investigação a fundo — disse. Zema também buscou se desassociar da doação de Henrique Vorcaro, preso desde maio, feita no valor de R$ 1 milhão para o diretório do Novo em Minas em 2022. Como mostrou o GLOBO, o valor aparece na prestação de contas anual da sigla disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e voltou a ser compartilhado por perfis de aliados bolsonaristas depois que Zema, no início do ano, disse que os áudios enviados por Flávio Bolsonaro ao banqueiro seriam "um tapa na cara do Brasil". — Eu não recebi nada, não veio nada para mim; foi para o partido. Em 2022, esse banqueiro bandido ainda parecia não ter cometido crime. E um detalhe importantíssimo: se doou para o Novo, foi de livre e espontânea vontade. Não aceitamos doação para levar projeto de lei adiante ou beneficiar alguém de forma alguma — disse Zema durante a sabatina nesta terça-feira. Questionado sobre a redução do ritmo das críticas feitas a Flávio nos meses seguintes, Zema negou que foi proibido pelo Novo de falar sobre o tema e se colocou favorável e, quando questionado, disse ser favorável à apuração do caso Dark Horse. O ex-mandatário, no entanto, criticou investigações que classificou como "tendenciosas". — Não tiro nada do que eu disse. Está postado nas redes. Não mudo em nada. O Brasil precisa acabar com essas investigações tendenciosas. Estou respondendo ao processo do Gilmar Mendes. Eu cometi algum crime? Aquele jornalista do Maranhão, cuja fonte está sendo perseguida. O Judiciário está sendo utilizado nitidamente para fazer política. O filho do Lula, será que a investigação está sendo feita de maneira adequada? [No caso Dark Horse], espero que esteja [sendo feita]. Precisa dar explicações a respeito. O filme, pelo que já foi dito, parece que tem valor que não é condizente com a produção.
Zema busca se afastar de acusações de ligação da Cemig com o Master e diz 'não tira nada do que disse' sobre Flávio Bolsonaro
Ex-governador também criticou a condução de 'investigações tendenciosas' e negou conhecimento prévio sobre a doação feita por Henrique Vorcaro ao partido Novo










