Ex-governador também disse que a opinião dele dentro da sigla 'importa muito pouco' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema na sabatina O GLOBO, CBN e Valor — Foto: Ana Branco /Agência O Globo O ex-governador Romeu Zema (Novo) rebateu as críticas feitas pelo fundador do Novo, João Amoêdo que classificou como "ruim" o desempenho do presidenciável durante a sabatina do Jornal Nacional na noite desta segunda-feira. Ao GLOBO, o ex-mandatário também minimizou o apoio de parcelas do partido a declararem apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário na corrida presidencial na disputa pelos votos da direita. — A respeito da opinião dele [Amoêdo], acho que o que ele fala para o partido hoje representa muito pouco. Ele, apesar de ter tido o mérito de construir o partido lá atrás, acabou tendo um demérito de tentar se apropriar do partido para finalidades pessoais, e boa parte do partido acordou para isso — disse Zema após a sabatina O GLOBO, CBN e Valor nesta terça-feira. Em um post no X feito ontem, Amoêdo escreveu que, no início do partido, o "maior desafio era ter espaço na mídia para divulgarmos nossas ideias". "O Novo, entretanto, mudou tanto e ficou tão ruim que hoje não aparecer é a melhor coisa que pode acontecer ao partido", disse no post. A publicação teve quase 340 mil visualizações e mais de 18 mil likes até a manhã desta terça-feira. Entre os comentários, muitos demonstraram apoio a Amoêdo, enquanto outros criticaram o ex-presidente do Novo, que concorreu à presidência em 2018 e terminou a disputa em quinto lugar. No último domingo, Amoêdo também criticou o ex-correligionário pela ausência do mineiro naquele. "A desistência de Zema, que tem apenas 2% nas pesquisas e a obrigação de divulgar o seu partido, não tem lógica. O único motivo racional seria o reconhecimento da equipe do candidato do seu despreparo", escreveu. Questionado sobre a troca de farpas dentro do partido e sobre correligionários que declaram apoio a Flávio, Zema disse que enxerga a movimentação como "natural". Dentro do Novo, diretórios estaduais da região Sul, como Paraná e Santa Catarina, estão coligados com candidatos ao governo pelo PL, que tem o senador como a escolha para a disputa presidenciável. — Eu enxergo isso com muita, muita naturalidade. Tem parlamentares de outros partidos que estão me apoiando e eu mesmo, quando lancei a minha candidatura à presidência, falei: " vai me apoiar quem quer apoiar de livre e espontânea vontade". Eu nunca fui aquele governador que chegou e falou: "Você tem de fazer isso, me apoiar nisso". Eu gosto de ter o apoio voluntário, acho que as coisas têm de caminhar mais por aí — disse.
Zema rebate Amoêdo e diz que fundador do Novo tentou 'se apropriar do partido para finalidade pessoais'
Ex-governador também disse que a opinião dele dentro da sigla 'importa muito pouco'









