O Ministério Público de São Paulo abriu uma nova frente nas investigações que apuram suposto prejuízo milionário no setor de iluminação pública da capital paulista. Em despacho da última quinta (20), a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social exigiu explicações da procuradora-geral do Município, Luciana Sant'Ana Nardi, por ela ter supostamente imposto obstáculos ao cumprimento de sentenças do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal) que resultariam no cancelamento do contrato vigente.

Em resposta, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que executa o contrato de forma regular e que, assim que for oficialmente intimada da ação, apresentará à Justiça todos os esclarecimentos necessários.

No processo judicial finalizado em dezembro de 2024, a corte suprema do país considerou que a licitação concluída em 2018 desclassificou irregularmente um concorrente que apresentou preço mais baixo. Com isso, o consórcio Ilumina SP (composto pelas empresas FM Rodrigues e CLD Construtora) foi contratado por R$ 6,9 bilhões para prestar serviços por 20 anos. O valor é R$ 1,3 bilhão mais caro do que o proposto pelo desclassificado consórcio Walks.

Houve ainda um aditivo contratual em 2022, sem licitação, para que a Ilumina SP incorporasse serviços semafóricos ao custo de R$ 3,8 bilhões.