Os programas de governo para a educação de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) refletem a ideia de país de cada candidato, mas ambos deixam lacunas sobre um novo rumo para uma área que mobiliza orçamento bilionário e milhões de estudantes e educadores.

Há fragilidades comuns: pouca disposição para metas efetivas, ausência de programas robustos para diferentes etapas da vida escolar e acadêmica, reciclagem de promessas e pouca substância para enfrentar os desafios de aprendizagem com equidade na educação básica.

O Brasil tem um dos maiores sistemas de educação básica do mundo, com 46 milhões de matrículas, 80% delas em escolas públicas.

Os dados mais recentes mostram avanços, ainda lentos, sobretudo na aprendizagem. O Ideb 2025 reforçou a tendência: melhora mais intensa nos anos iniciais do ensino fundamental, que perde força nos anos finais e no ensino médio.

Na aprendizagem, somente 11 estados tiveram, no ensino médio, avanço relevante em português e matemática entre 2015 e 2025. Entre 2005 e 2015, foram apenas três.