Os programas de governo de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a saúde partem de diagnósticos opostos sobre o papel do Estado, mas compartilham uma mesma fragilidade: metas pouco quantificadas e financiamento não equacionado.
Isso ocorre num momento em que o orçamento da Saúde enfrenta restrição histórica. Uma nota técnica do Senado aponta uma restrição de R$ 105,5 bilhões nas despesas não obrigatórias da União em 2026, com a Saúde entre as pastas mais atingidas.
Planos de governo para a saúde de Lula (PT) e de Flavio Bolsonaro (PL) padecem de elementos que mostrem de onde saírão recursos - Montagem
O programa de Lula aposta quase inteiramente na continuidade de políticas já em execução: Mais Médicos, Farmácia Popular, Agora Tem Especialistas e digitalização do SUS. A vantagem é ter histórico de execução para mostrar (e resultados parciais mensuráveis para cobrar), o que também é uma desvantagem.
O Agora Tem Especialistas, principal aposta para reduzir filas, é exemplo disso: apesar de ter alcançado cerca de 15 milhões de cirurgias em 2025, maior volume da história do SUS, o programa teve fragilidades de execução escrutinadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).











