Senador afirmou nesta semana que o programa é um 'direito adquirido' do povo brasileiro, uma 'estabilidade para quem já passou fome' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ) — Foto: Fotos de Evaristo Sá/AFP e Andressa Anholete/Agência Senado RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 17:54 PT critica apoio de Flávio Bolsonaro ao Bolsa Família em meio à queda nas pesquisas eleitorais O PT criticou a defesa recente de Flávio Bolsonaro ao Bolsa Família, afirmando que ele "finge defender" o programa em meio à sua queda nas pesquisas eleitorais. Flávio, pré-candidato ao Planalto, destacou o Bolsa Família como "direito adquirido" e propôs alterações para que beneficiários continuem recebendo após conseguirem emprego. Pesquisa mostra Lula liderando com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio caiu para 29%. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O PT reagiu nesta quarta-feira à declaração do senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) em defesa do Bolsa Família. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que o representante do bolsonarismo está “em queda nas pesquisas” e “finge até defender” o programa social. A sigla reproduz falas antigas, críticas ao Bolsa Família, de Flávio e do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O vídeo do PT termina com a frase “eles podem até fingir, mas o povo conhece a verdade”, em referência à mudança de posicionamento do senador às vésperas do início da campanha eleitoral deste ano. Na segunda-feira, Flávio afirmou que o Bolsa Família é um “direito adquirido” do povo brasileiro, uma “estabilidade para quem já passou fome”. O bolsonarista sugeriu ampliar a regra de proteção para que os beneficiários do programa sigam recebendo o recurso "por um tempo", mesmo após conseguirem emprego formal ou aberto uma empresa, sem detalhar como isso seria feito. Pela regra atual, quando o beneficiário tem a carteira assinada, ele passa a receber 50% dos valores que recebia por mais dois anos, desde que a renda por pessoa da família não ultrapasse meio salário mínimo. — Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisessem trabalhar. É um erro isso. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente. E não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício. A gente tem que entender que o Bolsa Família é estabilidade para quem já passou fome. A pessoa pensa o seguinte: “se eu arrumar um trabalho de carteira assinada e perder o Bolsa Família, e se perder o meu trabalho, como é que vou ficar? Vou voltar para aquela época que passava fome, que eu tinha que pedir dinheiro no sinal de trânsito?” — falou. Flávio afirmou que irá propor a criação de "um programa para garantir que as pessoas permaneçam ganhando o Bolsa Família em caso de passarem para um emprego formal ou abrirem a sua própria empresa por um período mais longo”. Queda em pesquisa O levantamento aponta que o senador perdeu apoio especialmente entre evangélicos, mulheres, jovens e na região Sudeste.