O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, prometeu adotar uma série de cortes caso vença a eleição de outubro e fez uma defesa do programa Bolsa Família, dizendo que é um erro pensar que beneficiários "não querem trabalhar". Em crítica ao governo Luiz Inácio Lula da Silva, o senador afirmou que "o Brasil não suporta mais quatro anos de PT", ao atacar problemas como inflação e falta de segurança. "Vai ser um 'tesouraço' geral, que é o que eu pretendo fazer, [com] revogação de normas regulamentadoras. Vamos suspender a reforma tributária por pelo menos um ano, porque nós vamos fazer uma reforma tributária que de verdade simplifique todo esse aparato que nós temos de tributos no Brasil, mas que seja com redução de carga tributária", disse Flávio, nesta segunda-feira, durante evento da revista Veja, na capital paulista. O presidenciável, que disse apoiar a responsabilidade fiscal, afirmou que "não vai ser fácil colocar o Brasil nos eixos", mas que pretende aproveitar a força política do início de seu eventual mandato para "devolver o equilíbrio fiscal ao povo brasileiro, reduzir taxa de juros, reduzir a inflação e devolver o poder de compra ao povo brasileiro". Para ele, o único caminho é "um corte drástico nas despesas e um reequilíbrio nas contas". Segundo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), uma eventual gestão sua no Palácio do Planalto procuraria não repetir erros do governo do pai, entre os quais citou os problemas de relacionamento com a imprensa e o "preconceito" com alguns veículos de comunicação na distribuição do orçamento com publicidade. "É um aprendizado. A gente pode fazer muito melhor, e assim será num possível governo meu." Flávio disse ainda que uma de suas primeiras medidas, caso vença a eleição, será trabalhar, ainda no período de transição do governo, pela aprovação no Congresso da proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada por ele para acabar com a reeleição para presidente da República. Segundo ele, essa será uma sinalização de que não busca a cadeira "por disputa de poder, [nem] por nenhum projeto pessoal". Flávio declarou que o Bolsa Família "virou direito adquirido do povo brasileiro" e indicou que, se chegar à Presidência, "quem precisar do governo para esse mínimo [o] terá sempre". Ele se disse favorável aos mecanismos que preveem a manutenção do pagamento para pessoas que arranjam emprego formal e sinalizou a ampliação do período de extensão do benefício nesses casos. "Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisessem trabalhar. É um erro isso. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente. E não vão para formalidade porque têm medo de perder o benefício", afirmou, citando a intenção de "potencializar essa garantia a elas, para estimular que as pessoas possam ter um emprego formal". "Isto para mim é um objetivo pessoal meu: fazer com que as pessoas caminhem com as próprias pernas, sem depender de político nenhum", acrescentou. Flávio disse, no entanto, que seu objetivo principal no longo prazo é tornar a economia nacional "pujante", com geração de empregos e melhores salários, "para que as pessoas não precisem mais de nenhum tipo de ajuda por parte do governo". O lançamento da pré-candidatura de Flávio à Presidência foi marcado para 25 de julho, em São Paulo. Segundo assessores, a formalização da chapa deve ser feita durante a convenção partidária nacional do PL. Uma ala da pré-campanha defende que o comitê da candidatura seja instalado na capital paulista, para facilitar o acesso a aliados políticos, deslocamentos pelo país e gravações de programas e entrevistas.
Flávio Bolsonaro promete ‘tesouraço’ e defende Bolsa Família
Pré-candidato disse que apresentará uma proposta para acabar com a reeleição para presidente













