O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou em entrevista nesta manhã que a imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros não vai atrapalhar a sua campanha. Flávio disse que o tarifaço é responsabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem se referiu como "uma pessoa ruim" e que está com o filme "queimadaço" no mundo inteiro. Segundo o senador, além disso, o governo americano "pode estar com raiva" do presidente brasileiro e "tem todos os motivos" para puni-lo. "Isso [a taxação] não vai prejudicar, porque essa taxa é do Lula, essa tarifa é do Lula, é por causa das provocações dele aos Estados Unidos. Porque se o presidente fosse o Flávio Bolsonaro, o Brasil não estava sendo taxado", afirmou ao jornal O Tempo. "Eu ia ter moral para sentar e conversar de igual para igual com os Estados Unidos, sentar e conversar de igual com a China, com Israel, com os países do Oriente Médio." E continuou: "o governo americano pode estar com raiva do Lula. Tem todos os motivos para punir o Lula, porque é uma pessoa que é ruim, é uma pessoa que defende traficante, defende terrorista, é uma pessoa que quer manter o brasileiro mais dependente possível do governo, é alguém que o presidente Lula não está nem aí para esses 50 milhões de brasileiros que não têm soberania, ele quer defender a soberania dos narcotraficantes. Então o Lula está queimadaço com o filme no mundo inteiro". O senador disse que "vai fazer um trabalho muito duro, já que o Lula não vai conseguir resolver o problema de tarifas. (...) Eu espero que a minha carta funcione e que o meu apelo ao governo americano para esperar chegar a 2027, para a gente fazer um grande acordo sem precisar botar tarifa nas empresas brasileiras na mesa". O senador disse ainda que já obteve ganho real com o encontro que teve na semana passada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que foi a classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital (PCC) pelos EUA como organizações terroristas. "O combate a essas organizações terroristas tem que ser internacional, tem que ser em conjunto com outros países, trocando informação, trocando inteligência, trocando tecnologia", disse. Perguntado se isso ameaça a soberania do Brasil, Flávio disse que ameaça apenas a soberania do PCC e do Comando Vermelho. O senador voltou a defender o endurecimento das leis e disse que "ladrão de celular tem que ficar preso". "Meu discurso está sendo muito radical na área da segurança pública, porque vou construir presídio. Vou fazer o Congresso aprovar leis para que esses marginais fiquem presos de verdade, porque a cadeia não pode ser uma porta giratória", acrescentou.