Segurança pública, uma das principais preocupações dos brasileiros hoje, é destaque nos programas de governo dos dois principais candidatos à Presidência da República em 2026.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) partem de visões distintas dos mesmos problemas, como era de se esperar. Apesar disso, ambos dão centralidade ao crime organizado com diagnóstico comum e algumas propostas convergentes.
O diagnóstico é de que as organizações criminosas deixaram de ser um problema de tráfico de drogas e armas, roubos e controle territorial e passaram a operar nacional e internacionalmente como estruturas logísticas e financeiras, controlar mercados lícitos e ampliar sua influência sobre instituições e contratos públicos.
Já o ponto de maior convergência é a estratégia de atingir a capacidade econômica do crime organizado, provável efeito da operação Carbono Oculto, de agosto de 2025, que revelou elos de facções com o sistema financeiro e impôs prejuízos ao crime sem disparar um tiro.
Flávio propõe "seguir o dinheiro", bloquear ativos e desarticular estruturas de lavagem. Lula defende a "asfixia financeira" das facções e afirma que ações articuladas nessa frente já provocaram R$ 35,8 bilhões em prejuízos às organizações criminosas desde 2023.










