10/06/2026 05h00 Atualizado há 3 dias

Em um cenário em que a oposição dobrou a aposta em relação à agenda de segurança pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá aproveitar a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) nesta quarta-feira (10) para reforçar a posição do governo federal sobre o combate ao crime organizado e o enfrentamento ao feminicídio, pautas que serão prioritárias na campanha eleitoral.

Enquanto a oposição uniu-se para tentar aprovar ainda nesta semana, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a proposta de emenda constitucional (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, Lula deverá usar o discurso de abertura na reunião plenária do colegiado para detalhar as recentes ações de sua gestão no combate às facções criminosas e à escalada dos homicídios contra mulheres.

O presidente deverá elevar as críticas contra a recente decisão dos Estados Unidos, que classificou as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como “organizações terroristas”. A expectativa é que ele retome os ataques ao seu principal adversário na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tentou transformar a iniciativa americana como trunfo, embora o gesto possa gerar prejuízos para empresas brasileiras.