Presidente defendeu um projeto estratégico para as Forças Armadas e afirmou que área será uma das prioridades em seu programa de governo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordena a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 13:14 Lula Anuncia Aumento de Gastos em Defesa para Fortalecer Forças Armadas O presidente Lula anunciou a ampliação dos gastos em defesa, destacando a necessidade de um projeto estratégico para as Forças Armadas devido à instabilidade mundial. Durante evento em Itajaí, ele ressaltou que o Brasil deve estar preparado, citando a "loucura" de líderes internacionais como justificativa. Lula enfatizou que a defesa será prioridade em seu governo, buscando garantir a segurança do país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o Brasil precisará ampliar os investimentos em defesa nacional e construir um projeto estratégico de longo prazo para as Forças Armadas. Segundo ele, o país precisa estar preparado diante do cenário de instabilidade internacional e não pode ser “pego de surpresa”. Durante a cerimônia de lançamento e batismo da Fragata "Cunha Moreira", em Itajaí (SC), o presidente disse que há "muita gente maluca no mundo" e citou as declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump sobre a Groenlândia, o Canadá e o Canal do Panamá para defender que o Brasil esteja preparado para se proteger. — Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa. Eu não quero constatar que eu não tenho nada. Eu tenho que me cuidar. (...) Tá cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, o Canal do Panamá. Onde é que nós estamos? — disse. Lula afirmou que o país precisa construir um projeto estratégico de defesa e destinar recursos para colocá-lo em prática. — Tenho dito em todas as conversas que tenho tido com meus comandantes: nós precisamos construir um projeto estratégico e vamos ter que ter dinheiro para colocar esse projeto em andamento. Fará parte do meu programa de governo a questão da defesa — declarou. Segundo o presidente, o Brasil não pode tratar a defesa apenas como reposição de equipamentos antigos e deve considerar a área como uma prioridade nacional. — Não é possível um país do tamanho do Brasil não colocar a defesa como uma coisa extremamente urgente e prioritária. A gente não pode discutir defesa apenas repondo aquilo que estragou. É preciso que a gente defina um projeto de que país a gente quer e que defesa precisamos para garantir esse país. Ao justificar a necessidade de ampliar os investimentos militares, Lula afirmou que o mundo atravessa o período de maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial e argumentou que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de dissuasão e proteção de interesses estratégicos. — Estamos vendo agora o mundo vivendo a maior concentração de conflito da história da humanidade depois da Segunda Guerra Mundial. Ninguém respeita quem não se respeita. Se nós, no Brasil, não nos respeitarmos, quem é que vai nos respeitar? — afirmou. O presidente também mencionou a proliferação de armas nucleares para defender que o país discuta de forma mais ampla sua política de defesa. Segundo Lula, os compromissos internacionais de desarmamento não foram cumpridos e, nas últimas décadas, novos países passaram a integrar o grupo de potências nucleares. As declarações foram feitas durante o lançamento ao mar da Fragata "Cunha Moreira", terceira de quatro embarcações previstas no Programa Fragatas Classe Tamandaré, considerado pela Marinha o principal projeto de renovação do Poder Naval de Superfície das últimas décadas. O programa prevê investimentos de quase R$ 14 bilhões entre 2019 e 2030, dos quais R$ 10,5 bilhões são provenientes do Novo PAC, além da abertura estimada de 23 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. Construída em Itajaí (SC), a fragata integra um projeto de transferência de tecnologia e fortalecimento da indústria nacional de defesa. Com 107 metros de comprimento e deslocamento de 3,5 mil toneladas, a embarcação é equipada com radares multifuncionais, sistema de mísseis antinavio, canhões navais de última geração, convés de voo e hangar para helicópteros. A principal missão da "Cunha Moreira" será o monitoramento e o controle da chamada Amazônia Azul, área marítima de cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados que concentra rotas de navegação, reservas pesqueiras e estruturas estratégicas, como os campos petrolíferos do pré-sal. O navio também será empregado na defesa de ilhas oceânicas, em operações de busca e salvamento e na proteção das comunicações marítimas brasileiras.
Lula diz que vai ampliar gastos em defesa porque 'está cheio de maluco no mundo': 'Não quero guerra nem ser pego de surpresa'
Presidente defendeu um projeto estratégico para as Forças Armadas e afirmou que área será uma das prioridades em seu programa de governo








