Presidente afirma que país está vulnerável nas fronteiras e diz temer investida internacional sobre território brasileiro O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Palácio do Planalto — Foto: Evaristo Sá/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 15:57 Lula alerta para segurança da Amazônia frente a ameaças externas O presidente Lula destacou a necessidade de reforçar a segurança do Brasil para proteger a Amazônia, citando declarações de Donald Trump sobre anexações internacionais como alerta. Lula expressou preocupações sobre a vulnerabilidade do Brasil a investidas estrangeiras e a importância de garantir a soberania nacional. Ele também mencionou discussões sobre classificar facções criminosas brasileiras como terroristas nos EUA, sem abordar o tema com Trump em recente encontro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que o Brasil precisa reforçar sua estrutura de segurança e proteção territorial diante de ameaças internacionais. Durante discurso em um evento do setor cultural no Espírito Santo, o petista disse que o país está vulnerável e citou declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre anexação da Groenlândia, retomada do controle do Canal do Panamá e incorporação do Canadá ao território americano para defender maior atenção à soberania nacional. — Esse país tem que resolver o problema de segurança, porque qualquer um que quiser invadir aqui invade, porque a gente não tem a segurança necessária, porque nunca pensamos nisso — afirmou Lula. — Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem é que diz que ele não vai dizer que a Amazônia é dele? Vamos ter que cuidar, assumir a responsabilidade de cuidar desse país, porque daqui a pouco vem um maluco e quer tomar — declarou. As declarações ocorrem em meio a discussões dentro do governo brasileiro sobre segurança nacional e soberania territorial. Integrantes do Planalto acompanham com preocupação debates nos Estados Unidos sobre a possibilidade de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o que, na avaliação de auxiliares do governo, poderia abrir margem para pressões ou questionamentos externos envolvendo o Brasil. No início do mês Lula e Trump se reuniram em Washington, mas de acordo com o petista o tema das facções criminosas não foi tratado no encontro. Durante o discurso, Lula também voltou a comentar sua relação com Trump e afirmou que disse ao presidente americano não querer confronto direto com os Estados Unidos. — A guerra que eu quero fazer com você é de narrativa. Eu quero provar que você está errado e que o Brasil está certo. Eu quero provar com números — afirmou.