Presidente falou sobre o assunto após reunião com ministros e pesquisadores no Palácio do Planalto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/ 03/07/2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 14:14 Lula Alfineta Trump e Destaca Potencial do Brasil em Minerais Críticos O presidente Lula afirmou que Donald Trump tem "inveja" da China pelo destaque em minerais críticos. Durante reunião no Planalto, Lula destacou o potencial do Brasil em terras-raras, reforçando negociações com os EUA para exploração mineral. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de ETR, com planos para aumentar sua produção global de minerais críticos. O Plano Nacional de Mineração 2050 visa alinhar produção e reservas, enquanto Lula mantém o Brasil aberto a investimentos estrangeiros no setor. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira que o presidente americano Donald Trump tem “inveja” da China pelo protagonismo do país na área de minerais críticos. A exploração das chamadas terras raras virou alvo crescente da preocupação do governo brasileiro e também do próprio Lula, diante da avaliação que isso pode gerar riquezas para o país. A discussão ocorre ainda em meio às negociações do Itamaraty com o governo americano para evitar a implementação de um novo tarifaço aos produtos brasileiros. A Casa Branca tem buscado acordo com o Brasil para explorar minerais críticos no território brasileiro. A fala de Lula ocorreu em reunião com ministros e pesquisadores no Palácio do Planalto para tratar da gestão de minerais críticos no Brasil — Eu sinceramente achei que a gente era quase que analfabeto nesse assunto e nessa reunião ficou claro o potencial de conhecimento que o Brasil tem em todas essas coisas que parecem uma coisa só da China, obcecada a ser a única do mundo e da inveja do Trump de querer tomar o conhecimento da China— disse Lula. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Brasil tem cerca de 21 milhões de toneladas de reservas de elementos de terras-raras (ETR), a segunda maior do mundo. No início do mês, o Ministério de Minas e Energia apresentou ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) um plano com estabelecer políticas e metas para o setor mineral até 2050. Entre estes objetivos, está o aumento da participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos de 8,3% para 12,2%. O cálculo levou em conta projeções da Agência Internacional de Energia (AIE) para a demanda por minerais críticos e o potencial de produção brasileiro, com base nas reservas conhecidas no país. O objetivo é compatibilizar a capacidade produtiva do setor com o volume dessas reservas. O Conselho é presidido pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e serve como órgão de assessoramento à Presidência na formulação de políticas sobre o setor de energia. O colegiado é composto por diversos ministérios. O Plano Nacional de Mineração (PNM) 2050 traz orientações de investimento, regulação, pesquisa mineral e sustentabilidade. O documento traz metas gerais para o setor. Um novo documento deve detalhar as ações para chegar nestes objetivos 180 dias após a publicação do PNM, que deve acontecer entre hoje e amanhã. A exploração dos minerais críticos foi discutida no último encontro entre Lula e Donald Trump, no início de maio, na Casa Branca. O presidente Lula tem sustentado que pode negociar com os americanos sobre acordos de exploração, mas que o governo seguirá aberto para investimentos de outros países no setor. Diante da corrida mundial pelos minerais, a mineradora Serra Verde, em Goiás, única fora da Ásia a produzir em escala os quatro elementos magnéticos essenciais de terras-raras, foi comprada pela americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões em 20 de abril deste ano. — Confesso a vocês que essa reunião de hoje é a mudança da nossa história nessa questão das terras raras e das críticas. Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a estar preocupado com o Brasil, que nós vamos ser detentor de fazer as mesmas coisas, ou mais qualificadas, que o chinês faz. Nós não queremos ser vendedor de matéria-prima, nós queremos ser exportador de inteligência, de conhecimento. E é isso que a gente vai fazer com essas famosas terras tão raras, que eu ainda não as conheço. Mas vou conhecê-las— afirmou Lula na reunião.