Lula deu a declaração em reunião com ministros do governo e especialistas para discutir a política brasileira para os minerais críticos. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto e teve como foco a exploração desses recursos. 🔎As terras raras e os minerais críticos são insumos fundamentais para a transição energética global e para a fabricação de tecnologias avançadas, como veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos de consumo e equipamentos de defesa. 🔎🔎A discussão sobre soberania mineral tem ganhado força na agenda geopolítica internacional diante da disputa comercial e tecnológica entre potências como Pequim e Washington. Agora no g1 Lula disse que, até o encontro desta sexta-feira no Palácio do Planalto, achava que Brasil era "quase que analfabeto" nessa temática. Mas que passou a a avaliar que o Brasil tem "capital intelectual e uma estrutura institucional muito superior ao que imaginava inicialmente". "Eu fico boquiaberto de ver quanto conhecimento sobre minerações críticas e terra rara está em volta dessa mesa", afirmou Lula. "Eu sinceramente achei que a gente era quase que analfabeto nesse assunto e nessa reunião ficou claro o potencial de conhecimento que o Brasil tem em todas essas coisas que parecem uma coisa só da China, obcecada a ser a única do mundo e da inveja do Trump de querer tomar o conhecimento da China", acrescentou o petista. Apesar da infraestrutura e do conhecimento técnico já existentes no país, o presidente avaliou que o principal entrave para que o Brasil ocupe uma posição de destaque no mercado global de terras raras não é a falta de recursos ou de capacidade científica, mas sim a ausência de direcionamento estratégico. "A gente fica pensando o que é que falta para nós, falta uma decisão política, falta uma decisão de governo, o que o governo deseja que aconteça nesse país e o que o governo quer propor à sociedade brasileira", concluiu Lula. Lula voltou a defender que o Brasil amplie a participação na cadeia produtiva dos minerais críticos. Segundo o presidente, o país não deve se limitar à exportação da matéria-prima, mas investir no processamento e na industrialização desses recursos em território nacional. Brasil rejeitou convite para aliança com EUA Neste ano, o governo americano convidou o Brasil para uma aliança para garantir o controle da produção e refino de minerais críticos e terras raras. Em maio deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país. A ideia da proposta é que o Brasil possa desenvolver a indústria nacional na área. Atualmente, o projeto está em análise no Senado. Lula, Trump e Xi Jinping em montagem feita pelo g1 — Foto: Fotos: Reuters
Lula: China é obcecada por terras raras e Trump tem inveja | G1
Lula destaca o potencial do Brasil em terras raras e minerais críticos, afirmando que falta decisão política para o país liderar o setor globalmente.









