Magistrados atenderam em parte recurso movido pelo Departamento de Justiça contra decisões de juíza em Boston 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Adesivos em centro de votação no Wyoming (EUA); eleições nos EUA — Foto: Thomas Peipert/AP (arquivo) A Suprema Corte dos EUA suspendeu em parte nesta segunda-feira uma decisão judicial que impedia o governo Trump de implementar uma ordem executiva do presidente que restringia a votação por correio antes das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro. A corte concedeu medida liminar a recurso apresentado pelo Departamento de Justiça dos EUA para suspender provisoriamente uma injunção imposta por juíza de Boston, Indira Talwani. Em junho, a juíza havia impedido que a diretriz baixada no decreto do presidente Donald Trump fosse levada adiante, atendendo, assim, contestação apresentada por uma coalizão de 23 estados americanos, na maioria governados por democratas, e também pela capital, Washington, DC. A Suprema Corte, no momento, tem maioria conservadora, de 6 a 3, e os três integrantes liberais apresentaram voto em que discordaram da decisão desta segunda-feira. A deliberação da corte mantém as portas abertas para que estados voltem a abrir processos nos próximos meses, à medida que se aproximam as eleições de novembro. Em derrota para Trump, a Suprema Corte não atuou sobre outro ponto abordado em injunção apresentada em agosto pela juíza de Boston, pela qual se impedia que o Serviço Postal dos EUA cumpra, em todo o país, a diretriz mais restritiva sobre a votação por correio. Esta deliberação da juíza corresponde a uma outra ação, em separado, movida por grupos civis de defesa do direito ao voto. O Departamento de Justiça dos EUA havia apelado à Suprema Corte para que a decisão sobre o recurso apresentado se aplicasse a ambas as injunções da juíza de Boston, mas tal pedido não foi atendido nesta segunda-feira pelos integrantes da Suprema Corte. Ambas as ações questionavam como inconstitucional a ordem executiva de Trump. O decreto de Trump, assinado em março, orientava o Departamento de Segurança Interna a transmitir aos estados americanos uma lista de cidadãos considerados elegíveis a votar em cada unidade da federação. Além disso, o Departamento de Justiça teria como prioridade investigar e processar autoridades eleitorais locais e estaduais que concedessem cédulas a pessoas consideradas “não elegíveis” a votar em novembro. A ordem executiva também determinava que o Serviço Postal dos EUA entregasse cédulas apenas aos eleitores em cada estado que constassem da lista do Departamento de Segurança Interna — ou seja, aqueles que, pelo critério do governo, fossem considerados aptos a votar. Recentemente, o Serviço Postal havia tomado iniciativas para colocar a determinação em prática. Embora a evidência de fraudes seja rara, Trump prometeu encerrar a votação por correio para as eleições de novembro, alegando que esta modalidade de voto é insegura. Em eleição que tende a ser acirrada, os republicanos lutam para conservar a maioria na Câmara e no Senado para os dois últimos anos de mandato de Trump na Casa Branca. Tradicionalmente, eleitores identificados aos democratas costumam votar mais pelo correio do que os apoiadores de candidatos republicanos.