Uma Suprema Corte dos Estados Unidos dividida permitiu, nesta segunda-feira (24), que o governo de Donald Trump dê prosseguimento aos seus planos de restringir o voto pelo correio antes das eleições de meio de mandato.

Em uma decisão de emergência, os ministros afirmaram que Trump poderia avançar na implementação de um decreto que havia assinado, determinando que o Serviço Postal dos EUA ajudasse a decidir quais eleitores deveriam receber cédulas para votar pelo correio. De acordo com o decreto, o Departamento de Segurança Interna (DHS) também criará listas de cidadãos dos EUA que, segundo o governo, poderiam ser usadas para monitorar os cadastros eleitorais em busca de não cidadãos.

A decisão significa que o governo pode avançar com o planejamento para restringir o uso de cédulas enviadas pelo correio, mesmo enquanto uma instância judicial inferior ainda analisa a legalidade do decreto de Trump.

Mas, faltando pouco mais de dois meses para o dia da eleição —e bem menos para o início da votação antecipada em muitos estados—, ainda não está claro se as regras da Casa Branca estarão em vigor em uma eleição de meio de mandato na qual está em jogo o controle das duas casas do Congresso. A data nacional para o pleito é 3 de novembro.