Segundo ele, o crescimento recente da dívida tem sido puxado principalmente por linhas usadas para consumo e despesas recorrentes, o que preocupa. “Não dá para ficar contente porque o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu”, afirmou Galípolo durante participação no Febraban Tech. Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O presidente do BC ressaltou que o avanço das dívidas ocorre a despeito da melhora no mercado de trabalho. Em junho, a taxa de desemprego caiu para o nível mínimo de 5,4%, enquanto a renda disponível das famílias atingiu o recorde de R$ 822 bilhões em maio. Para Galípolo, o ponto de atenção está no perfil do crédito contratado. Ele diferenciou dívidas que contribuem para a formação de patrimônio, como o financiamento imobiliário, daquelas usadas para despesas que não resultam em um ativo. “Nem todo tipo de endividamento é um problema. Comprar uma casa, por exemplo, gera um ativo. O problema é quando a dívida é usada para algo que não se transforma em ativo, principalmente quando envolve juros elevados”, disse Galípolo. Crescimento do endividamento das famílias — Foto: g1 Crescimento do endividamento das famílias — Foto: g1 Presidente do BC comemora confiança no pix Além do tema endividamento, no evento desta segunda, Galípolo comemorou o alto nível de confiança dos brasileiros no Pix e brincou com o resultado de uma pesquisa da Quaest citada durante a apresentação. Segundo os dados, 80% dos brasileiros dizem confiar no sistema de pagamentos, enquanto 70% afirmam confiar no próprio cônjuge. “Em primeiro, como instituição... e cônjuge em quinto. Isso me preocupa”, brincou o presidente do BC. 📊A pesquisa da Quest mostra o Pix no topo do índice de confiança com 80%, desbancando instituições tradicionais como a Igreja Católica (76%), a Polícia Militar (75%) e as Forças Armadas (70%). Na mesma medição, o sistema de pagamentos instantâneos do BC superou a confiança declarada no próprio cônjuge (70%), além de figurar bem à frente da Presidência da República (57%), do Supremo Tribunal Federal (50%), do Congresso Nacional (49%), das redes sociais (44%), dos partidos políticos (44%) e dos juízes de futebol (41%). Ao comentar o resultado, Galípolo destacou que o Pix se tornou um dos principais instrumentos de inclusão financeira do país. Estudo do BC aponta que a ferramenta já é utilizada por 148 milhões de pessoas físicas, o equivalente a 86% da população adulta, além de 12,8 milhões de empresas.
Galípolo alerta para crédito sem garantia e endividamento | G1
Presidente do BC destacou juros elevados no cartão e crescimento do crédito pessoal não consignado durante evento da Febraban











