Segundo o presidente do BC, a inclusão financeira precisa avançar para uma etapa de “cidadania financeira”, com maior atenção ao uso consciente dos produtos financeiros 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a ampliação do acesso a serviços financeiros no país trouxe novos desafios relacionados ao uso do crédito, especialmente no cartão. Segundo ele, a inclusão financeira precisa avançar para uma etapa de “cidadania financeira”, com maior atenção ao uso consciente dos produtos financeiros. Ao tratar da indústria de cartões, Galípolo disse que o problema não está apenas na infraestrutura de pagamentos, mas na forma como ela se mistura com a oferta de crédito. “Poder reduzir esse custo e retirar esse custo do sistema é algo desejável inclusive por essas instituições”, afirmou. Ainda segundo o presidente do BC, o risco associado ao crédito no cartão não é algo que as instituições do setor, nem as bandeiras nacionais e internacionais, “estão acostumadas” ou “gostam desta lógica”. Galípolo também afirmou que o aumento do endividamento não pode ser analisado de forma isolada do crescimento do crédito. “Não dá para ficar contente com uma notícia de que o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu”, disse. “O crédito que um banco ou instituição financeira dá é a dívida de alguém que tomou.” Segundo ele, nem todo endividamento é necessariamente negativo. O problema, afirmou, está no crescimento de dívidas associadas a consumo sem formação de patrimônio, sobretudo quando contratadas em linhas de custo elevado. Galípolo citou o financiamento imobiliário como exemplo de dívida que pode estar vinculada à constituição de um ativo. O presidente do BC também chamou atenção para o fato de que a melhora recente da renda e do mercado de trabalho não se refletiu, na mesma proporção, em redução do endividamento em modalidades mais preocupantes. Para ele, esse ponto ajuda a explicar por que o debate sobre crédito deve ir além do acesso e incluir o uso adequado dos instrumentos financeiros. Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo — Foto: Alexandre Boiczar / Banco Central
Não dá para ficar contente com crédito maior e depois reclamar do endividamento, diz Galípolo
Segundo o presidente do BC, a inclusão financeira precisa avançar para uma etapa de “cidadania financeira”, com maior atenção ao uso consciente dos produtos financeiros







