0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 presidente o Banco Central, Gabriel Galípolo — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Ao falar de endividamento das famílias, o presidente o Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que "não dá para ficar contente com uma notícia de que o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu". Em sua fala na palestra de abertura do evento o Febraban tech 2026, em São Paulo, Galípolo falou ainda da necessidade do uso consciente dos instrumentos financeiros. — O crédito que um banco ou uma instituição financeira dá é a dívida que alguém que tomou. E aí, acreditem, a maior razão do endividamento é a dívida. Então, se você promoveu de alguma maneira uma elevação do crédito, é normal você esperar que o endividamento também cresça — disse o presidente do BC. Galípolo ponderou que nem todo tipo de endividamento é um problema, ressaltando que quando alguém toma alguma dívida, por exemplo, no setor imobiliário compra uma casa está constituindo um ativo. O problema, destacou é quando se contrai dívidas sem constituição de ativos. - O problema é você estar endividado com alguma coisa que não está constituindo um ativo um consumo efêmero e que vai virar um problema, especialmente numa taxa de juros mais elevada ou com uma linha de crédito que não é adequada. E vocês percebem aí que o endividamento ex-imobiliário, que é a linha de baixo, também cresceu bastante, acentuando essa preocupação. A pergunta, pontuou o presidente do BC, é por que é que num cenário de renda crescente, desemprego caindo, a gente não viu essa renda ser revertida para reduzir esse tipo de endividamento? Galípolo chama atenção para o crescimento do crédito do livre e também para o salto de 145% no crédito consignado privado para responder a questão que ele mesmo colocou. - Um deles o RPM nosso relatório de política monetária que fala que a alta recente foi impulsionada majoritariamente pelo crédito livre com destaque para aumento nos atrasos de financiamento de veículos, crédito pessoal não consignado e crédito consignado para trabalhadores do setor privado. O relatório de estabilidade financeira diz que o endividamento das famílias continua alta, pressionado pelo crescimento do cartão de crédito e dos empréstimos pessoais sem garantias e vai reforçar a preocupação de que você está utilizando financiamento rotativo, cartão de crédito, não para você constituir um ativo como colateral. Só para passar por essas linhas que os estudos do Banco Central ressaltam como sendo os motivadores, os causadores desse aumento do endividamento e também da inadimplência, o consignado privado, o CLT, foi o maior vetor recente de expansão do crédito das famílias e o RPM inclui ele nessas três linhas principais. Desde o seu lançamento em março de 25 ele saltou de R$ 41 bilhões para R$ 102 bilhões é um crescimento de 145% no período dessa linha de crédito e a inadimplência sai de 5% para 6,7% com o alargamento desse público que foi atendido a taxa de juros também com um público mais elevado saiu de 40,9% para 57%
'Não dá para ficar contente com uma notícia de que o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu', diz Galípolo
'Não dá para ficar contente com uma notícia de que o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu', diz Galípolo








