Ao longo da última semana, a divulgação de mensagens entre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger, iniciou uma crise que pode ter reflexos nas eleições presidenciais. Na quarta-feira (19), o presidente Lula recebeu no Palácio da Alvorada o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende seu filho e também coordena a campanha petista em São Paulo. No dia seguinte, o ministro André Mendonça negou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para enviar as apurações à primeira instância e manteve os inquéritos sob sua relatoria no Supremo Tribunal Federal (STF).

A sequência de fatos criou o efeito de expectativa, fazendo com que o tema permanecesse no centro das discussões nas redes sociais, pautando o debate. Entre 17 e 23 de agosto, o volume de mensagens sobre Fábio Luís aumentou mais de sete vezes, de acordo com a Palver, que realiza um monitoramento em tempo real em mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram. O pico de menções, 400 a cada 100 mil mensagens, ocorreu na noite de quinta (20), horas depois da decisão de Mendonça de manter o caso no STF, e o nome do presidente aparece em mais da metade das mensagens, majoritariamente de forma negativa.