Os Estados Unidos raramente se lançaram a grandes intervenções militares no Oriente Médio sem antes buscar algum apoio regional e de aliados globais.
O presidente Donald Trump não observou tal precaução. Após inflamar ainda mais a região, angariou fiascos em suas iniciativas diplomáticas para tentar reverter a situação e hoje vê-se enredado na desordem que criou.
A resiliência e a capacidade contraofensiva do Irã, passados seis meses do primeiro ataque dos EUA e de Israel, mostram-se insuperáveis. Se o republicano teve de engolir sua declaração de vitória em abril, também perdeu a chance de firmar um acordo efetivo para recuperar alguma paz na região e conter o programa nuclear iraniano.
Com os 60 dias de cessar-fogo —violado de lado a lado— concluídos na última segunda (17), o que resta é a persistente obstrução do tráfego no Estreito de Hormuz pelo Irã e suas consequências para a economia global: insegurança energética e aumento da inflação devido à pressão sobre os preços do petróleo.
Mesmo antes da negativa ao acordo proposto pela Casa Branca, ataques de Teerã e de seus aliados no Iraque e no Iêmen contra bases militares americanas em países árabes denotaram o erro estratégico de Washington.









