Ninguém sabe por que Donald Trump atacou o Irã e ninguém sabe por que ele suspendeu os bombardeios. Nem ele sabe que resultados conseguirá depois de uma guerra que já custou aos americanos perto de US$ 30 bilhões. Esse é o preço das guerras teatrais.
Trump foi atrás do Irã depois de um êxito surpreendente contra a Venezuela. Sequestrou o ditador, absorveu a ditadura e embolsou o petróleo. Começou a guerra com o Irã matando o líder supremo Ali Khamenei, tentou decapitar o regime dos aiatolás e atolou.
Nos primeiros dias da guerra Trump soltou uma exigência e uma ameaça. Primeiro, disse que os ataques prosseguiriam até que se conseguisse a "rendição incondicional" do Irã, depois ameaçou mandar milhões de iranianos "de volta à Idade da Pedra". Nenhuma das duas expressões era original. Uma foi posta na mesa dos Aliados, em 1943 pelo presidente americano Franklin Roosevelt. Dois anos depois, quando os alemães assinaram a rendição, o general americano Dwight Eisenhower nem sequer estendeu a mão ao alemão. A ameaça foi uma bravata do general Curtis Le May contra os vietnamitas. Falhou e os americanos voltaram para casa depois de terem perdido 58 mil militares. (Desde então os presidentes americanos evitam usar a infantaria em suas guerras.)










