Presidente americano diz que o memorando de entendimento com o Irã não é definitivo e que poderá retomar uma campanha de bombardeios caso não fique satisfeito com o acordo Os contratos futuros de petróleo ganharam tração ao longo da manhã desta quarta-feira, enquanto o mercado digere a falta de clareza sobre os detalhes do acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente Donald Trump voltou a intensificar a retórica militar contra o país e contradisse algumas informações divulgadas sobre os termos da negociação, como o fim de sanções a Teerã imediatamente após a assinatura. Próximo às 10h55, o petróleo Brent com entrega para agosto subia 1,43%, cotado a US$ 80,09 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI com vencimento em julho ganhava 1,45%, cotado a US$ 77,15, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Apesar do avanço, o valor da commodity encontra-se nos menores patamares desde o início da guerra. Trump reiterou hoje, durante cúpula do G7, que o memorando de entendimento com o Irã não é definitivo e que poderá retomar uma campanha de bombardeios caso não fique satisfeito com o acordo. O republicano ainda disse que os termos não incluem um alívio imediato das sanções a Teerã, contrapondo as informações divulgadas nos últimos dias. Na terça-feira, foram divulgadas informações relatando que o documento tem dispositivos que preveem tanto a permissão para que o Irã volte a vender petróleo imediatamente quanto a criação de um fundo privado de US$ 300 bilhões projetado para impulsionar investimentos no país. A Agência Internacional de Energia (AIE) informou que o choque na oferta de petróleo no Golfo deve arrastar a demanda global pela commodity fortemente para baixo antes que os fluxos por meio do Estreito de Ormuz se normalizem gradualmente. A expectativa é de que a oferta se recupere para 8 milhões de barris por dia em 2027. O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein