Presidente americano, Donald Trump, diz que acordo de paz com os iranianos "acabou" Navios passando pelo Estreito de Ormuz, em imagem feita em Musandam, Omã — Foto: Reuters Novas trocas de ataques entre Estados Unidos e Irã pesam no humor dos participantes do mercado na manhã desta quarta-feira, especialmente após o presidente americano, Donald Trump, dizer que o acordo de paz com os iranianos acabou. Os preços do petróleo sobem com força e, assim, afetam os ativos de risco ao redor do globo, com queda das bolsas e dos futuros de Nova York e alta do dólar e dos juros globais. Por volta de 8h30 (de Brasília), na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo tipo Brent para entrega em setembro saltava 5,77%, a US$ 78,44. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto avançava 5,54%, cotado a US$ 74,34 por barril. Além disso, algumas distorções voltaram a aparecer no mercado de petróleo, em um sinal de alerta dos participantes do mercado diante da escalada nas tensões entre EUA e Irã. A reprecificação no petróleo também se reflete em um comportamento mais avesso a risco de outros ativos globais. No mesmo horário acima, o futuro do S&P 500 recuava 0,98% e o do Nasdaq cedia 1,34%; o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de outras seis moedas fortes, subia 0,08%, aos 101,0107 pontos; e, no mercado de juros americano, a taxa da T-note de dez anos avançava 2,1 pontos-base (0,021 ponto percentual), para 4,577%. Nesse contexto, os mercados domésticos devem repetir o comportamento dos ativos globais. Ontem, já houve alguma piora na percepção de risco devido à alta do petróleo tanto no câmbio quanto nos juros, enquanto na bolsa os movimentos foram mais difusos diante do bom desempenho da Petrobras, que ajudou a segurar o Ibovespa. Vale lembrar, ainda, que o Federal Reserve (Fed) divulga nesta quarta-feira a ata da primeira reunião de política monetária comandada por Kevin Warsh. Os agentes, assim, devem se atentar às discussões presentes no documento em busca de pistas sobre os rumos da política monetária.