Em meio a novos ataques mútuos entre Estados Unidos e Irã, os investidores ponderam os sinais de progresso diplomático dos dois países, o que provoca um alívio nos preços do petróleo no exterior e a alta das ações globais na manhã desta quarta-feira. Sem sinais claros de uma reabertura total do Estreito de Ormuz, o mercado também acompanha as declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), diante das pressões inflacionárias que tendem a manter os juros elevados por mais tempo. No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de maio deve acelerar, com atenção especial para os núcleos do indicador. Neste contexto, o presidente americano, Donald Trump, se reunirá com seu gabinete na Casa Branca para discutir os próximos passos do conflito, que completa três meses amanhã. A reunião ocorre poucos dias após Trump afirmar que um acordo com Teerã estaria “praticamente negociado”, enquanto o governo iraniano acusou Washington de violar o cessar-fogo firmado em 8 de abril. Para analistas do Deutsche Bank, porém, ainda faltam sinais mais concretos de avanço nas tratativas. “Vimos poucas notícias definitivas nesta semana, o que deixa a sensação de que um acordo pode não ser tão iminente quanto se esperava no fim de semana”, escreveram, em nota. “No entanto, parece que as negociações continuam no caminho certo.” Por volta das 8h, o petróleo Brent para entrega em julho caía 2,92%, a US$ 96,86 por barril, em Londres, enquanto o WTI para o mesmo mês recuava 3,99%, a US$ 90,14, em Nova York. Em Wall Street, os futuros avançavam, com alta de 0,32% para o S&P 500 e de 0,50% para o Nasdaq. Na Europa, o Stoxx 600 subia 0,47%. Na renda fixa, os rendimentos dos Treasuries de dez anos cediam de 4,493% para 4,474%. Por aqui, o mercado concentra as atenções no IPCA-15 de maio, que deve subir 0,57% no mês, após alta de 0,89% em abril. É o que aponta a mediana das projeções de 27 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo VALOR DATA. As estimativas variam de alta de 0,49% a 0,65%. Os dados oficiais serão divulgados às 9h. Nesse cenário, a curva de juros pode encontrar algum alívio acompanhando o movimento do exterior, embora o IPCA-15 tenha potencial para trazer volatilidade aos ativos locais.
Manhã no mercado: Alívio no petróleo impulsiona ativos globais, enquanto investidores acompanham Fed e IPCA-15
Presidente americano, Donald Trump, se reunirá com seu gabinete na Casa Branca para discutir os próximos passos do conflito com o Irã, que completa três meses amanhã










