Mercado aguarda ata do Copom e índice de inflação americana ao longo da semana Manhã no mercado: Petróleo recua com avanço das negociações entre EUA e Irã — Foto: Jack & Sue Drafahl/Pexels Apesar do fechamento do Estreito de Ormuz e das ameaças do presidente americano, Donald Trump, autoridades do Catar e do Paquistão relataram progresso nas negociações entre Teerã e Washington para alcançar um acordo final em 60 dias, o que reduz parte dos temores sobre a oferta global de petróleo e favorece a queda dos preços da commodity nesta segunda-feira. Embora ainda haja um longo caminho até um acordo de paz mais amplo, que inclui mecanismos para garantir a navegação no Estreito de Ormuz e a implementação do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano, fontes próximas às negociações afirmaram à Reuters que os diálogos prosseguiram durante a madrugada na Suíça. Os índices futuros de Nova York, por sua vez, operam próximos da estabilidade, refletindo as incertezas em torno das negociações e a cautela antes da divulgação do Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE), medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed). O indicador será divulgado na próxima quinta-feira (25), após vários dirigentes do banco central americano sinalizarem a possibilidade de uma alta de juros ainda em 2026. No Brasil, os investidores também aguardam a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, amanhã (23), após a comunicação da autoridade monetária provocar uma reprecificação relevante dos ativos locais. A leitura de um Copom mais leniente com a inflação gerou forte estresse na curva de juros, enfraqueceu o real e impulsionou as medidas de inflação implícita extraídas do mercado, calculadas a partir da diferença entre as taxas nominais e os juros reais das NTN-B (títulos públicos indexados ao IPCA). O documento será acompanhado de perto pelos agentes financeiros em busca de esclarecimentos sobre a avaliação do Banco Central para o cenário inflacionário e os próximos passos da política monetária. No cenário político, embora a pesquisa Datafolha divulgada no sábado tenha mostrado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro, aliados do senador avaliam que a nova rodada deu fôlego à pré-campanha do pré-candidato do PL à Presidência da República, ajudando-o a virar a página do caso “Dark Horse” e a retomar a ofensiva contra o governo petista. O levantamento mostrou Lula com 41% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio registrou 31%. Na rodada anterior, divulgada em maio, os percentuais foram praticamente os mesmos: 40% para Lula e 31% para Flávio.
Manhã no mercado: Petróleo recua com avanço das negociações entre EUA e Irã
Mercado aguarda ata do Copom e índice de inflação americana ao longo da semana







