Apesar da escalada das tensões no Oriente Médio e da alta dos preços do petróleo, o tema da inteligência artificial segue dando suporte às bolsas americanas nesta segunda-feira. Em uma semana mais curta no Brasil por causa do feriado de Corpus Christi, na quinta-feira, os investidores dividem as atenções entre o relatório oficial de empregos americano("payroll"), na sexta-feira, os desdobramentos da guerra entre Irã e Estados Unidos e a repercussão da decisão de Washington de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, medida que provocou mal-estar diplomático entre os dois países. Após três meses de conflito, os governos iraniano e americano voltaram a trocar ataques contra alvos militares no fim de semana. Segundo a Reuters, as Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter atingido sistemas de defesa aérea iranianos, uma estação de controle terrestre e dois drones que representavam ameaça a embarcações, em resposta a "ações agressivas do Irã". A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, por sua vez, afirmou ter atacado uma base aérea utilizada pelos EUA em resposta a uma ofensiva no sul do país. A nova escalada militar reduz as expectativas de um acordo no curto prazo e volta a impulsionar os preços do petróleo no mercado internacional. Apesar do aumento das tensões, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que as negociações com Teerã "vão terminar bem". Por volta das 8h, os contratos futuros do petróleo WTI para entrega em julho subiam 3,56%, para US$ 90,50 por barril, em Nova York, enquanto os contratos futuros do Brent para agosto avançavam 3,15%, para US$ 93,98 por barril, em Londres. A alta dos preços do petróleo também pressionava os títulos do Tesouro americano, à medida que investidores reavaliavam as perspectivas para a inflação e para a trajetória dos juros nos Estados Unidos. No mesmo horário, o rendimento da T-note de dez anos avançava de 4,443% para 4,468%. Em Wall Street, o futuro do S&P 500 ganhava 0,23%, o do Nasdaq avançava 0,31% e o do Dow Jones tinha alta de 0,44%. Enquanto o cenário externo segue dominado pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, os investidores locais também acompanham as repercussões da decisão de Washington de classificar as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas. Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou à CBN que o governo trabalhará para evitar impactos econômicos decorrentes da classificação das facções pelos Estados Unidos. Segundo ele, grandes bancos já estão ajustando procedimentos de compliance diante da medida. O ministro acrescentou que deve entrar em contato com autoridades americanas ainda nesta semana para discutir o tema. Ainda no mercado doméstico, a Petrobras implementará a partir desta segunda-feira um desconto de R$ 0,3515 por litro nos preços de venda do diesel A para uso rodoviário. A redução está inserida na subvenção econômica instituída pelo governo federal, prorrogada até 31 de julho.
Manhã no mercado: Petróleo avança com tensões entre EUA e Irã
Apesar do aumento das tensões, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que as negociações com Teerã "vão terminar bem"








