A norma, que tem 95 páginas, está programada para entrar em vigor oficialmente no dia 26 de agosto, mas USPS afirmou que não tomará nenhuma providência para implementá-la, a menos que o governo Trump consiga revogue a decisão judicial que proibiu as mudanças. De acordo com a regra, caso entre em vigor, o USPS não coletará nem registrará a filiação partidária, nem inspecionará o conteúdo das cédulas. Os funcionários dos correios não estão autorizados a abrir correspondências lacradas contra inspeção e o órgão manterá os dados da parte externa do envelope, incluindo endereço e código de barras. A norma também exige que os estados forneçam à agência listas de eleitores que receberam cédulas de votação pelo correio, e os nomes e códigos de barras vinculados aos seus votos nas eleições federais. Trump tenta restringir voto por correio, mas utiliza o método Eleitor do Colorado, deposita cédula com voto em eleições presidenciais nos Estados Unidos na terça-feira (3), na cidade de Rollinsville. O estado também votou em uma proposta que limitaria o aborto até a 22ª semana de gestação. — Foto: Jason Connolly / AFP Desde que voltou à Presidência dos EUA, Trump vem pressionando o Congresso a aprovar novas restrições ao voto e tenta restringir o voto por correio, repetindo alegações de que esse método é mais suscetível a fraudes. Há anos, Trump sustenta, sem provas, que a derrota nas eleições de 2020 foi resultado de fraude eleitoral generalizada. "Como o presidente Trump afirmou, a Lei SAVE America prevê exceções de bom senso para que os americanos usem o voto por correio em casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagens. Mas o voto universal por correio não deve ser permitido porque é altamente suscetível a fraudes", ponderou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein Saiba mais sobre decreto que busca restringir voto pelo correio Assinado por Trump em março, o decreto determina a criação de uma lista federal de cidadãos aptos a votar por correspondência, elaborada pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) e pela Administração da Seguridade Social. O texto também estabelece que as cédulas enviadas pelo correio sejam entregues apenas às pessoas incluídas nesse cadastro. Os estados que acionaram a Justiça argumentam que a Constituição americana atribui aos estados e ao Congresso, e não ao presidente, a competência para definir as regras das eleições. Trump afirma que a medida tem como objetivo impedir o voto de pessoas sem cidadania americana. No entanto, segundo autoridades e estudos citados no processo, é raro que isso aconteça nos Estados Unidos, ainda que a ação já esteja tipificada como crime passível de deportação. LEIA TAMBÉM