A decisão foi tomada após o Partido Democrata entrar com uma ação contestando a medida, anunciada no dia 31 de março, argumentando que ela poderia privar milhões de eleitores do direito ao voto e que infringe o direito dos estados de regulamentar as eleições. Ao rejeitar o pedido dos democratas por uma liminar bloqueando a medida, o juiz distrital Carl Nichols, de Washington, afirmou que o processo é prematuro, porque o governo ainda não produziu nenhuma lista de cidadania com falhas e o Serviço Postal ainda não havia implementado nenhuma nova regra. "Considerando que a ordem executiva não obriga os demandantes a fazerem nada, e que nenhuma agência agiu ainda em conformidade com a ordem de uma forma que possa prejudicar os demandantes, eles não sofreram nenhum dano até o momento", escreveu Nichols, que foi nomeado por Trump durante seu primeiro mandato. O juiz afirmou que os democratas poderiam solicitar uma nova liminar depois que as agências federais tomassem medidas para implementar a ordem executiva. A decisão judicial surge em meio à luta do Partido Republicano, o do presidente, para manter o controle de ambas as casas do Congresso americano nas eleições de meio de mandato, em novembro . A ordem executiva do governo republicano é vista por críticos como uma forma de enfraquecer o eleitorado democrata: como as votações ocorrem em dias de semana nos EUA, muitos eleitores de baixa renda — e tipicamente de oposição aos republicanos de Trump — enfrentam dificuldades para votar presencialmente. Dessa forma, muitos estados permitem que os votos sejam enviados por correspondência. Trump fala com repórteres de dentro do avião — Foto: Kevin Lamarque/Reuters