A Shein já foi uma das empresas mais comentadas do varejo. Ela conseguia identificar o que a geração Z queria e, em poucos dias, transformar essas tendências em vestidos de tela de US$ 10 e tops cropped de US$ 5.
Suas roupas eram tão baratas e a renovação de estilos, tão incessante, que a hashtag #Sheinhaul virou um fenômeno no TikTok. A Shein ultrapassou concorrentes maiores, como Zara e H&M, começou a planejar uma IPO (oferta pública inicial de ações) e, em determinado momento, foi avaliada em quase US$ 100 bilhões (R$ 514,7 bilhões).
Agora, o burburinho diminuiu.
Depois de anos de adiamentos, a Shein está perto de abrir o capital —desta vez, por uma fração de sua avaliação máxima. A empresa busca novas formas de crescer após EUA e União Europeia eliminarem isenções tarifárias para produtos de baixo valor que ajudavam a sustentar seu modelo de baixo custo. As vendas caíram acentuadamente nos Estados Unidos, seu maior mercado. E a empresa deu aos investidores poucos detalhes sobre de onde virá um novo crescimento significativo.
"Para uma empresa que foi tão exaltada por tanto tempo, parece que a festa acabou", comentou Juozas Kaziukenas, analista independente de comércio eletrônico.











