0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Roupas da Shein — Foto: Bloomberg Além do fim da "taxa das blusinhas", a Shein detém outra vantagem competitiva frente a seus pares nacionais: a supremacia nas redes sociais. A marca chinesa respondeu por 52% das 127 mil citações avaliadas em levantamento da ModoData, núcleo de pesquisas da Imagem Corporativa. O monitoramento avaliou referências — o chamado "share of voice" —, em julho, a oito grandes marcas que operam no país e vendem artigos de vestuário. Além das redes sociais (incluindo o YouTube), o estudo também levou em conta menções em veículos de imprensa. A Shein apareceu muito à frente da segunda colocada, a rival brasileira Renner (14,5%). Na terceira posição apareceu outra asiática, a Shopee (10,1%), que, claro, vende muito mais do que vestuário. Também foram mapeadas C&A (9,7%), Riachuelo (8,3%), Hering (2,9%), Pernambucanas (2,3%) e H&M (0,1%). ‘Achadinhos’ Quando o critério é a qualidade da comunicação, medida pelo indicador "tone of voice", o estudo avaliou que o melhor resultado foi o da Shopee, com 164 pontos. Em segundo lugar aparece a Shein, com 152 pontos, seguida pela C&A, com 150 pontos. Elas superaram a média do setor, que foi de 133 pontos. O indicador vai de zero a 200 pontos, sendo que a visibilidade é considerada "positiva" a partir dos 100 pontos. Apesar das diferenças entre as marcas, a pesquisa identifica um padrão: o que move a conversa no varejo de moda é a sugestão de produtos e cupons de desconto. As principais marcas se apoiam, sobretudo, em um ecossistema de criadores de conteúdo e consumidores, que compartilham os chamados "achadinhos" e "diquinhas", segundo o jargão característico das redes.
A supremacia da Shein nas conversas sobre marcas de moda no Brasil
A supremacia da Shein nas conversas sobre marcas de moda no Brasil












