Aguardada há anos por investidores, a estreia da Shein na Bolsa de Valores de Hong Kong, prevista para o final deste trimestre, põe fim à seca de IPOs (ofertas públicas iniciais de ações) que tomou o setor de varejo de moda globalmente.
Entre as varejistas têxteis brasileiras, no entanto, há poucos motivos para comemorar. Um relatório do BTG Pactual publicado neste mês apontou que, depois de levantar capital com a venda de ações, a Shein terá fôlego para praticar preços ainda mais baixos e, assim, aumentar a vantagem competitiva no país.
As cadeias de lojas de roupas listadas na B3, segundo o BTG, vão precisar de esforços contínuos de diferenciação –especialmente porque, em preço, é difícil que as redes nacionais consigam competir.
"Isso reforça a necessidade de as varejistas brasileiras continuarem a se diferenciar por meio do desenvolvimento de produtos mais ágil, marcas mais fortes, capacidades omnichannel [múltiplos canais de comunicação com o cliente], personalização impulsionada por inteligência artificial e uma experiência do cliente superior, em vez de dependerem apenas de preços", dizem os analistas do BTG.
Desde que o gigante do e-commerce desembarcou no Brasil, na pandemia, o varejo de moda nacional se viu diante de um desafio: encontrar meios para brigar pela preferência do consumidor, sensível a preço, sem comprometer as finanças.















