A China aprovou nesta sexta-feira (10) a tão aguardada oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da varejista de moda Shein em Hong Kong, conforme aviso publicado no site do órgão que regula o mercado de capitais na China (CSRC), abrindo caminho para uma listagem após tentativas frustradas em Nova York e Londres.

A Shein seria a varejista de maior destaque a abrir capital em anos, em um momento em que muitas marcas de consumo adiaram seus IPOs devido à baixa confiança e aos gastos reduzidos entre os consumidores de baixa e média rendas.

Um porta-voz da Shein recusou-se a comentar.A varejista online esperou um ano pela aprovação de Pequim para seu IPO, que precisava ser liberado pelos mais altos escalões do Partido Comunista Chinês, de acordo com uma pessoa com conhecimento direto do assunto.

Pequim considera a Shein uma empresa politicamente sensível e teme que ela cause ainda mais constrangimento após o escândalo das bonecas sexuais na França e as denúncias de más práticas trabalhistas em suas fábricas fornecedoras na China, informou a pessoa ouvida pela reportagem.

A Shein protocolou seu pedido de IPO em Hong Kong de forma confidencial, e os documentos ainda não haviam sido divulgados ao público até sexta-feira. Mas agora que obteve a aprovação, a Shein pode começar a organizar apresentações para investidores e se preparar para a audiência com a Bolsa de valores de Hong Kong, que todos os candidatos a IPO precisam passar antes que as ações sejam listadas.Entre os investidores da Shein estão as empresas de private equity General Atlantic, HongShan Capital (anteriormente conhecida como Sequoia Capital China), Mubadala Investment, Brookfield e Claure Group.