Pelo segundo ano consecutivo, Mocotó é eleito o melhor restaurante bom e barato da cidade pelo Prêmio SP Gastronomia 2026. Confira outros endereços na categoria. 2º lugar: BROCA Boa pedida para reunir amigos e dividir de tudo um pouco, a cozinha de Cadu Evangelisti está sempre se reinventando. Novidade, a “de conchinha” traz mexilhões fora da concha com manteiga tostada, romesco (típico molho espanhol), cebola assada com vinagre de Jerez e pão de fermentação natural para limpar o prato (R$ 82). De sabor intenso, a massa chinesa batizada de cogu noodles é salteada na manteiga de kimchi (fermentado coreano) e em pasta de cogumelos com missô. Para finalizar, gema de ovo curada e queijo Tulha (R$ 88). Dica intocável, o “não é bobó” traz quatro retângulos de mandioca prensada com leite de coco e dendê, fritos e cobertos por saladinha cremosa de camarão (R$ 62). Por lá, o frango frito é servido com molho à base de amendoim e tahine, gohan e conservas do dia (R$ 64). A carta de drinques autorais inclui não-alcoólicos como o “xaxado”, com toranja, limão taiti, frisante de cajuína e sal defumado (R$ 30). Alto de Pinheiros: Rua Aspicuelta 429 (91467-3037). Ter e qua, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Qui a sáb, das 12h às 23h30. Dom, das 12h às 18h. 3º lugar: MAG Grata surpresa no Bom Retiro, o restaurante moderninho é comandado por Pedro Pineda. À frente da cozinha, o chef de 33 anos se vale de influências asiáticas para elaborar o menu, sem deixar a brasilidade de lado. Para começar os trabalhos, são boas pedidas o quibe cru de atum vermelho batido na faca com coalhada seca e pão (R$ 69) e os cogumelos chamuscados, com cucurbitáceas e vinagrete picante de tahine, acompanhados de pão de fermentação natural (R$ 55). A etapa principal pode ser composta de arroz de tomate com pasta de soja preta, gochujang e especiarias (R$ 62). Ele é servido na chapa de ferro junto de berinjela frita, pimentão em conserva e saladinha de ervas do dia. Pineda também brilha nas sobremesas, como atesta o curioso pudim de tahine com creme batido e puxuri (R$ 27). A equipe do balcão prepara drinques como o gonzaga (R$ 38), composto de fat wash (técnica que dá textura à bebida) de blend de cachaças envelhecidas, xarope de cumaru e bitters, finalizado com tintura de nibs de cacau. Bom Retiro: Rua Afonso Pena 371 (97203-3231). Qua a sex, das 12h às 15h e das 18h às 22h45. Sáb, das 12h30 às 22h45. Dom, das 12h30 às 16h30. O quibe cru do Mag, 3º lugar na categoria Bom e Barato — Foto: Reprodução Instagram BENEDITA COZINHA Instalado em um simpático sobrado da década de 1940 no Sumaré, o Benedita é o restaurante em que o chef Rodrigo Isaias revisita a cozinha brasileira por meio de receitas inspiradas na comida de casa, capazes de despertar memórias afetivas sem abrir mão da técnica. Ao longo da semana, a preferência recai sobre os PFs, como o de bife de miolo de alcatra Angus com arroz, feijão, farofa, couve refogada e vinagrete (R$ 82) ou o de pescada branca empanada no fubá com os mesmos acompanhamentos (R$ 62). Nos fins de semana, clássicos da culinária brasileira também ganham versões caprichadas, entre eles o estrogonofe de carne com arroz e batata palha caseira (R$ 72) e o arroz caldoso de costela bovina desfiada, tomate, salsinha, agrião e crispies de cebola (R$ 72). O pastelzinho de angu recheado de carne (R$ 36, seis unidades) cumpre bem o papel de driblar o apetite enquanto se espera o prato principal. Já a cocada de forno (R$ 21) é uma boa sugestão para adoçar. Sumaré: Rua Havaí 258 (3875-4764). Ter a sex, das 12h às 15h. Sáb e dom, das 12h às 16h. CHIMICHURRI PARRILLA Perdizes foi a região escolhida pelo argentino Tomás Peñafel e pelo paulistano Gabriel Toledo para recriar o clima descontraído das parrillas de bairro de Buenos Aires, combinando carnes preparadas na brasa e boas bebidas em um ambiente informal com mesas na calçada. Antes dos cortes, vale começar pelas empanadas fritas, em recheios como carne picada na faca (R$ 17), ou pelo concorrido choripán, preparado com linguiça suína da casa e chimichurri no pão francês (R$ 35). Da parrilla, a marucha (R$ 93) corresponde ao flat iron (ou raquete) e chega em porção de 350 gramas. Outra pedida é o assado de tira, extraído da costela do dianteiro (R$ 157, com 450 gramas). Todos são acompanhados de legumes grelhados. Os hambúrgueres também conquistaram fama entre os frequentadores, e são feitos com um blend de 180 gramas de Angus servido sempre no ponto e coberto de queijo prato. Adicionais são pedidos à parte, como bacon (R$ 8) e picles (R$ 6). Na sobremesa, o almendrado consiste em um sorvete de creme com praliné de amêndoas e licor de doce de leite (R$ 33). Perdizes: Av. Professor Alfonso Bovero 730. Ter a qui, das 12h às 15h30 e das 18h às 23h. Sex, das 12h às 23h. Sáb, das 12h30 às 23h. Dom, das 12h30 às 17h. CONCEIÇÃO DISCOS & COMES Ocupa uma pequena casa na Vila Buarque onde a chef Talitha Barros reúne duas de suas grandes paixões: cozinha e música. O salão despojado funciona também como loja de discos de vinil, enquanto a cozinha aberta, instalada logo atrás do balcão, permite acompanhar de perto o preparo dos pratos. A proposta é enxuta e muda constantemente, com destaque para os famosos arrozes do dia, bem molhadinhos, como o de ossobuco (R$ 65) das quartas-feiras e o de polvo (R$ 78) aos sábados. Qualquer uma das opções pode ainda ganhar um belo ovo frito por cima por mais R$ 8. Além deles, o cardápio reúne clássicos como o pão de queijo recheado com pernil desfiado (R$ 25) e as ótimas empadas de frango, camarão ou palmito (R$ 22 cada uma). Há ainda sobremesas imperdíveis, entre elas o concorrido pudim de leite (R$ 30), servido em fatia generosa, e a cheesecake com calda de morangos frescos (R$ 33). Chope, boas cervejas e vinhos em taça compõem as opções de bebida. Vila Buarque: Rua Imaculada Conceição 151. Ter a sáb e último domingo do mês, das 11h45 às 17h. JESUÍNO BRILHANTE Eis um dos raros restaurantes da cidade que se dedica a apresentar ao paulista os predicados da cozinha típica do Rio Grande do Norte. Instalado em um simpático sobrado de Pinheiros, o lugar foi aberto há uma década pelo jornalista potiguar Rodrigo Levino e agora tem a chef cearense Eugenia Benevenuto à frente da cozinha. Caprichado, o baião da casa leva carne de sol, charque, maxixe, macaxeira e um punhado de coentro (R$ 49). Outro destaque é o bornal (R$ 62 47), formato em que o cliente monta o próprio prato escolhendo uma mistura e dois acompanhamentos, numa referência ao tradicional saco de couro usado por vaqueiros para transportar a refeição durante a lida. É possível combinar opções como paçoca de carne de sol ou porco de sol na chapa com acompanhamentos como arroz de leite, feijão-de-corda, macaxeira cozida e farofa de bolão. Antes, vale pedir o bolinho de arroz-vermelho do sertão (R$ 26, seis unidades) ou o croquete de carne de sol na nata (R$ 28, seis unidades). Sobremesas como a compota de caju com queijo de coalho (R$ 24) encerram a refeição. Pinheiros: Rua Arruda Alvim 187 (2649-3612). Seg a sex, das 11h30 às 15h. Sáb, das 11h30 às 16h. JOSEFA NO PARAÍSO Bel Crozera é paulistana. Tainá Maia, carioca. Juntas, elas escolheram essa casinha cheia de charme para montar o restaurante. No salão com jeito de casa de vó, o que inclui toalhinha rendada sobre as mesas, circulam receitas como o arroz japonês com kimchi, tostadinho até formar uma casquinha, que vem com polvo na chapa e manga (R$ 130). Também faz sucesso por ali a bochecha suína caldosa (R$ 77), servida ao lado de gohan grelhado, salada de papaia verde, moyashi e amendoim. Já um clássico local, o bolovo mar e terra (R$ 38) faz as vezes de entrada: ele mistura porco com camarão e é servido sobre uma maionese de picles. Deliciosa trivialidade, o pavê de chocolate e baunilha (R$ 34) deixa tudo ainda mais doce. Paraíso: Rua Afonso de Freitas 642 (91481-3911). Qua e qui, das 19h às 22h30. Sex, das 12h às 15h e das 19h30 às 22h30. Sáb, das 12h30 às 16h30 e das 19h30 às 22h30. Dom, das 12h30 às 16h30. LAMEN ASKA Poucos endereços ajudaram tanto a popularizar o lámen em São Paulo quanto o Aska. Fundada pelo imigrante japonês Takeshi Ito, a casa de ambiente simples e despretensioso tornou-se uma referência na Liberdade muito antes da explosão de restaurantes especializados e segue atraindo longas filas. A cozinha aberta é de onde saem tigelas com base de caldo de galinha ou de porco — este último, mais encorpado. Uma das versões mais pedidas é a de missô (R$ 35), em que se acrescenta a tradicional pasta de soja fermentada, mas há também a com shoyu e o leve shio lamen, só com sal (R$ 33 cada um). Em todos, os complementos são os mesmos: cebolinha verde picada, naruto, alga wakame, alga nori, broto de bambu, fatia de carne e ovo cozido. Como alternativa, tem o tsukemen (R$ 35), uma generosa porção de macarrão com caldo servido separadamente. Pedida indispensável, o guioza tem massa fina e delicada e recheio de carne com cebola ou carne e legumes (R$ 24, seis unidades). Liberdade: Rua Barão de Iguape 260. Qua a sáb, das 11h às 14h e das 18h às 20h45. Ter e dom, das 11h às 17h. Fecha todo último domingo do mês. LOSDOS CANTINA Um restaurante mexicano com alma de cantina e cara de bar. Eis o que se propõe a ser o endereço capitaneado pelos chefs Caio Alciati e João Gertel. Mas não só. Na versão mais recente do cardápio, a dupla inclui outras referências, como no tamarillo de camarão (R$ 95). Inspirado nas gambas al ajillo, um clássico espanhol, a versão da casa traz graúdos camarões-rosa com uma manteiga de tamarindo e chipotle, mais algo e folha de curry. Outra sugestão é o peito de pato maturado por 15 dias (R$ 115), de pele crocante e interior macio, que nasceu como eco de uma viagem entre China e Japão, e que é servido com mole poblano, pepino e tortilhas. Para aplacar a sede, há coquetéis bem feitos, como a michelada verde, feita de cerveja, suco de salsão, limão, tintura de habanero e tajin (R$ 26). Em tempo: a LosDos Taqueria, que deu origem ao negócio, foi reaberta em março na Vila Madalena após um hiato de dois anos. Vila Buarque: Rua Dr. Vila Nova 150. Ter a sex, das 19h às 23h. Sáb, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Dom, das 13h às 17h. MANDUQUE Aninhado no primeiro piso do Mercado de Pinheiros, é um dos negócios da empresária Ana Paula Sater e aposta em um menu enxuto, centrado nas massas frescas artesanais criadas pelos chefs Mari Adania e Fabio Sinbo. Produzidas na cozinha envidraçada integrada ao salão, elas são o grande destaque da casa, que privilegia receitas simples e bem executadas. Sugestão para abrir a refeição, o raviolo (R$ 32) é uma massa recheada com ricota, espinafre e gema de ovo, finalizada na manteiga tostada e azeite de trufa. Entre os principais, fazem sucesso o pappardelle com camarões, tomate concassè e raspas de laranja (R$ 82), que equilibra delicadamente os sabores cítricos, e o nhoque com fonduta de parmesão gratinado, mais molica (R$ 54). Outra pedida é a lasanha da semana, que muda conforme a inspiração da cozinha. A única sobremesa do cardápio é também um acerto: a torta de maçã (R$ 35), de massa crocante, servida com sorvete de baunilha. Quem quiser prolongar a experiência em casa ainda encontra massas frescas, molhos artesanais e antepastos vendidos por quilo — estes, podem ser pedidos para consumo no próprio restaurante. Pinheiros: Rua Pedro Cristi 89 (Mercado de Pinheiros). Seg a sáb, das 11h às 18h. MAPU BAOS E COMIDINHAS Inaugurado como food truck e instalado desde 2019 em um charmoso sobrado na Vila Mariana, o Mapu é um raro exemplar de endereço dedicado à culinária de Taiwan em São Paulo. A cozinha é comandada pelos chefs Caio Yokota e Victor Valadão, que preservam as receitas tradicionais enquanto incorporam técnicas contemporâneas. O ambiente despojado serve de cenário para um cardápio enxuto em que brilham os baos, sanduichinhos no pão chinês feito no vapor. O de pulled pork (R$ 38) leva porco desfiado, conserva, amendoim e coentro, enquanto o de frango (R$ 38) é recheado com sobrecoxa, molho coreano, pepino, maionese de wasabi e cebolinha. Alternativa a eles, há alguns preparos para compartilhar, caso da berinjela empanada com molho de missô, shoyu e cebolinha (R$ 45) e da panqueca de cebolinha em massa folhada (R$ 19). No arremate, cai bem o sagu com leite de coco, manga, chantilly e calda de chá de jasmim (R$ 29). Vila Mariana: Rua Áurea 267 (3384-8535). Ter a qui, das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 22h30. Sex, das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 23h. Sáb, das 12h às 15h30 e das 18h30 às 23h. MARCHA E SAI Aberto em 2017 pela chef Tatiana Szeles, nasceu como um pequeno balcão para refeições rápidas e, com o tempo, ganhou um salão que preserva o clima despretensioso da casa. Sob a filosofia de servir comida de verdade, o restaurante trabalha com um cardápio enxuto e mutante, renovado semanalmente conforme a sazonalidade dos ingredientes e a inspiração da cozinha. Há sempre uma alternativa vegetariana, que pode ser um risoto de aspargos com queijo azul, rúcula e nozes caramelizadas (R$ 75), além de outros dois ou três pratos que passeiam por diferentes sotaques. Pode-se encontrar, por exemplo, desde um trivial bife à rolê (R$ 80) até um elaborado peixe grelhado com macarrão japonês hossomen, missô, cogumelos, acelga e berinjela (R$ 98). É recomendável chegar cedo ou reservar o prato pelo WhatsApp, pois alguns costumam esgotar rapidamente. Higienópolis: Rua Sabará 473 (94246-9909). Ter a sex, das 11h30 às 15h. Sáb, dom e feriados, das 12h às 16h30. Fecha no último domingo do mês. MICA Em março, a casa moderninha nascida em um ponto badalado de Pinheiros ganhou uma segunda unidade no Centro da Terra, espaço cultural independente com 25 anos de história em Perdizes. A proposta ali é reproduzir o sucesso da matriz, cuja cozinha mistura referências de países como Japão, China, Coreia e Tailândia. Começa-se pelo thai karaage (R$ 50), frango frito com molho sweet chilli, cebola roxa e ervas frescas. Também faz as vezes de entrada o peixe prego curado por 12 horas em shoyu, gengibre e raiz de coentro (R$ 48), finalizado com creme azedo de limão-siciliano, furikake, rabanete, cebolinha e crocante de ervilha com wasabi. A barriga de porco grelhada com molho picante (R$ 62) cumpre o papel de prato principal ao lado de arroz, batatas ao murro e salada de ervilha torta. Na ala doce, brilham o brigadeiro de matchá (R$ 17) e a torta de chocolate com caramelo de missô (R$ 28). Com pegada de bar, a casa também dá boa atenção aos drinques, como o sanuk (R$ 40), de rum, chá preto, suco de tamarindo e hortelã, limão e xarope de palma. Pinheiros: Rua Guaicuí 33 (97663-4706). Seg, das 12h às 16h e das 18h às 22h. Ter a sex, das 12h às 16h e das 18h às 23h30. Sáb e dom, das 12h às 23h. Perdizes: Rua Piracuama 19. Seg, ter, qui e sex, das 18h às 22h30. Sáb e dom, das 12h às 16h e das 18h às 23h. PETÍ Após onze anos nos fundos de uma loja de materiais artísticos na Pompeia, o chef Victor Dimitrow leva seu Petí para o MAM, no Parque Ibirapuera, em um espaço com cozinha aberta e salão assinado pelo Coletivo de Arquitetos — tudo com entrada independente da visitação às mostras. Com inauguração que acompanha a reabertura do museu, em 12 de setembro, o Petí MAM tem proposta de funcionar para os serviços de café da manhã, almoço e café da tarde. Na nova casa, Dimitrow promete sugestões renovadas ao longo do ano, algumas delas inspiradas nas exposições do museu, mas agora há também pratos fixos. Alguns deles foram servidos na despedida do endereço original. É o caso do peixe do dia grelhado com espaguete de tinta de lula, beurre blanc de pupunha, tartare de coco verde e chips de alcachofra, e do filé Angus em crosta de tutano com purê de batata e taioba, cebola roxa tostada, picles e molho poivre de pimenta-de-cheiro. Parque Ibirapuera: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3. PRATO GREGO Escondido em uma galeria comercial no Bom Retiro, o Prato Grego nasceu do desejo de Stélios Moyssiadis de apresentar a culinária de seus antepassados de forma descomplicada e fiel às tradições do país. O ambiente é simples e acolhedor, mas repleto de referências à cultura daquele país, que se estendem à experiência oferecida aos clientes — incluindo o costume de quebrar pratos de gesso ao fim da refeição. No cardápio, aparecem clássicos como o pastitsio (R$ 55), uma lasanha de macarrão penne ao queijo parmesão, molho bolonhesa com especiarias, coberto por molho bechamel gratinado. A mussaká (R$ 59), espécie de lasanha de berinjela com molho bolonhesa, segue como um dos pratos mais pedidos, e ganha uma versão vegetariana com ragu de legumes (R$ 59). Bons sanduíches também são servidos ali, caso do suvlaki (R$ 42), com tiras de mignon suíno grelhado enroladas no pão pita junto de tomate, cebola, batatas fritas e molho tzadziki, à base de iogurte e pepino. Para encerrar, vale pedir um cafezinho na companhia do delicado kurabiê (R$ 6), biscotinho amanteigado com amêndoas envolto em açúcar de confeiteiro. Bom Retiro: Rua Ribeiro de Lima 453, bloco C, 1º andar (96869-0415). Seg a sex, das 11h30 às 15h30. Sáb e dom, das 11h30 às 16h30. SUR PARRILLA À primeira vista, chega a lembrar um bar pela informalidade do espaço, com mesas que avançam na calçada. Mas trata-se de um endereço que serve carnes de respeito em Pinheiros. Quem está à frente do negócio — e da parrilla a lenha — é o argentino Gastón Delmoro, que largou a fotografia para se dedicar à gastronomia. Das boas, a empanada de carne (R$ 16) ganha a companhia de outras sugestões de entrada, como a provoleta (R$ 56), que chega dourada pelo calor da grelha. Os cortes também são clássicos portenhos, como o ojo de bife (R$ 126), o assado de tira (R$ 159) e a entraña (R$ 97), todos acompanhados de legumes tostadinhos. Outras guarnições podem ser pedidas à parte, a exemplo da caprichada tortilla de batatas (R$ 44). Ao final, um alfajor de maizena (R$ 14) vai bem para adoçar. Pinheiros: Rua Padre Carvalho 365 (93755-2859). Ter, das 12h às 15h. Qua a sex, das 12h às 15h e das 18h às 22h. Sáb, das 12h30 às 22h. Dom, das 12h30 às 16h30. TENDA DO NILO A pequenina casa das irmãs Xmuna e Olinda Isper tem horário de funcionamento cada vez mais restrito. Aberto hoje na maior parte do tempo para delivery e retiradas, tem uma das cozinhas libanesas mais celebradas da cidade. Entre os preparos que vêm dos cadernos de receitas da família está o fatte (R$ 128), um pão arabe torrado com carne bovina, grão-de-bico, coalhada fresca temperada, alho e castanhas fritas na manteiga. Também são imperdíveis a porção de charutos de folha de uva (R$ 73,50), bem temperados, e o trigo grosso cozido com costela bovina desfiada e grão-de-bico (R$ 83,20). Outra recomendação é o quarteto de pastas (R$ 68,90), com homus, babaganuche, coalhada seca e muhamara — esta, feita de pimentão vermelho com nozes. Quase que imutável ao longo dos anos, o reduzido cardápio ainda guarda outros clássicos, como o quibe frito (R$ 15,80), um dos melhores da cidade, e o quibe cru (R$ 69,90), sempre bem fresco e acompanhado de hortelã e cebola como manda a tradição. Paraíso: Rua Coronel Oscar Porto 638 (3885-0460). Sex e sáb, das 12h às 14h30.