Pelo segundo ano consecutivo, casa de cozinha do sertão nordestino comandada por Rodrigo Oliveira ganha o título de melhor custo-benefício 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Na versão do Mocotó, a cartola, clássico pernambucano, ganha personalidade própria com bananas assadas e flambadas na cachaça com requeijão do Norte, farofa de biscoito de canela, raspa de laranja e melado de cana — Foto: Keiny Andrade A história do Mocotó carrega certo romantismo e virou mantra no cenário paulistano: nasceu nos anos 1970 como uma modesta casa do Norte na Vila Medeiros, bairro onde seu fundador se estabeleceu ao deixar o sertão pernambucano. Mais de 50 anos depois, o caldinho de mocotó com cachaça originou um microcosmo em fermentação, que se expande sem perder o elo com o repertório sertanejo e sua sina de servir comida boa, farta e barata. Rodrigo Oliveira expressa o gosto da cozinha nordestina em pratos como o joelho de porco. Cozido em caldo intenso, com cominho e coentro, descansa longas horas no forno — dá para cortar com a colher. Chega à mesa na companhia luxuosa de cuscuz de milho, granola de milho e abóbora assada com melado de cana (R$ 119,90). É privilégio de quem vai à matriz provar a versão de Oliveira para a cartola (R$ 29,90), típica da cozinha dos engenhos (foto). Para dar leveza, perfume e equilíbrio à receita original, as bananas assadas são flambadas na cachaça e combinadas ao requeijão do Norte, que o chef alonga com creme de leite fresco. Farofa de biscoito de canela, feito na casa, raspa de laranja e um tiquinho de melado de cana finalizam esse clássico pernambucano com personalidade própria. O trabalho de Oliveira é tentacular — abrange um empório de produtos brasileiros e um braço social, a Quebrada Alimentada — e está em expansão. Acaba de abrir a terceira unidade, agora na Zona Sul, na Vila Clementino. Av. Nossa Sra. do Loreto 1.100, Vila Medeiros (2951-3056). Seg a qui, das 12h às 22h. Sex, das 12h às 23h. Sáb, das 11h30 às 23h. Dom, das 11h30 às 17h. Mais dois endereços.