Cala del Tanit é eleito o melhor restaurante ibérico da cidade pelo Prêmio SP Gastronomia 2025. Confira outros bons endereços na categoria. 2º lugar: TANIT Segundo lugar no pódio, é a casa que deu origem ao trabalho do chef catalão Oscar Bosch em São Paulo e, desde 2016, seu principal endereço para a cozinha mediterrânea autoral. O Cala del Tanit, vencedor na categoria este ano, concentra uma vertente mais livre e autoral do chef. No Tanit, que conquistou em 2026 o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, Bosch combina técnica refinada e sabores adaptados ao paladar brasileiro. Em ambiente elegante e contemporâneo, que acaba de passar por uma reforma, o menu reúne receitas executadas com apuro e apresentações cuidadosas. Caso do fideuá de camarões (R$ 156), versão valenciana da paella preparada com massa fina. Ou do polvo à la plancha, marca registrada do chef, que pode vir com batata-doce amarela, lardo de Colonnata, emulsão picante e pesto (R$ 182) ou com arroz negro, tinta de lula e aioli (R$ 194). Se a ideia é beliscar com um bom vinho, aposte no crocante de arroz negro (R$ 76, quatro), com camarões empanados, guacamole e molho picante, ou nos minicones (R$ 67, quatro) com tartare de atum, gema curada ralada, caviar de shoyu e maionese trufada. Jardins: Rua Oscar Freire 145 (3062-6385). Ter a sex, das 12h às 16h e das 19h à meia-noite. Sáb, das 12h às 17h e das 19h à meia-noite. Dom, das 12h às 17h. 3º lugar: TASCA DA ESQUINA Medalha de bronze na categoria este ano, a casa comandada pelo chef português Vítor Sobral segue como uma das principais referências da culinária lusitana na cidade, preservando as raízes, mas com um toque contemporâneo. Filial paulistana do restaurante homônimo de Lisboa, está, desde 2024, instalada no polo gastronômico de Pinheiros. A criatividade do chef aparece desde as entradas, nas sardinhas empanadas com creme de abacate, limão e gengibre (R$ 72), ou nas pataniscas com maionese de coentro (R$ 85). Para os que procuram receitas mais clássicas, vale apostar no almoço executivo, de ótimo custo-benefício, servido de terça a sexta: com entrada, principal e sobremesa (R$ 99), revela oito opções entre sabores da terra e do mar, como arroz de polvo com mexilhões ou bacalhau à gomes de sá. Quem quer conhecer a cozinha de Sobral mais a fundo pode pedir o menu degustação do chef (R$ 415 por pessoa), com quatro pratos à escolha do cliente, mais sobremesa. Pinheiros: Rua Joaquim Antunes 197 (3262-0033). Ter a sex, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sáb, das 12h às 17h e das 19h às 23h. Dom, das 12h às 17h. Tasca da Esquina: filial paulistana do restaurante homônimo de Lisboa do chef Vitor Sobral fica com o 3º lugar — Foto: Reprodução Instagram ADEGA SANTIAGO O reduto inspirado em adegas tradicionais completa 20 anos como referência em receitas de Portugal e da Espanha. Sob o comando do restaurateur Ipe Moraes, nasceu no Jardim Paulistano e hoje ganhou quatro endereços, três em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Projetados por Carlos Motta, os ambientes combinam madeira e clima acolhedor, perfeitos para compartilhar tapas e pratos robustos acompanhados por vinhos selecionados pelo sommelier Rodrigo Novaes e pelos drinques de Marcelo Serrano. Entre os destaques do cardápio estão o carpaccio de polvo (R$ 159), os croquetes de pato (R$ 28, duas unidades), as picantes gambas (camarões) à ajillo (R$ 182) e a tostada de queijo de cabra com jamón serrano (R$ 70). Na ala principal, receitas de arroz caldoso fazem sucesso: é o caso do preparo com pato (R$ 163), bem suculento. Para os fãs de bacalhau, vale pedir a versão à brás (R$ 156). Finalize com a torta de santiago (R$ 38), sempre um clássico. Jardim Paulistano: Rua Sampaio Vidal 1072 (3081-5211). Seg a qui, das 12h às 15h e das 18h às 23h. Sex e sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 22h. Cerqueira César: Rua Dr. Melo Alves 728 (3061-3323). Seg a qua, das 12h às 15h e das 18h às 23h. Qui, das 12h às 23h. Sex e sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 22h. Mais um endereço. BACALHAU, VINHO & CIA Com mais de 50 anos de tradição, é especialista em pratos com Gadus morhua, o legítimo bacalhau pescado do Atlântico Norte. O restaurante começou na Barra Funda e hoje tem uma unidade no Itaim — ambas se esmeram no preparo do peixe, dessalgado por 96 horas para preservar frescor e textura. A cozinha mantém a regularidade que atravessa três gerações da família Pallas, com entradas boas para compartilhar, como o bolinho de bacalhau cremoso (R$ 17 a unidade ou R$ 96 a porção com seis), recheado de queijo da casa, e a típica alheira de mirandela (R$ 54). As bacalhoadas estão entre os itens mais pedidos: a versão às natas (a partir de R$ 255, para dois) combina nacos de bacalhau gratinados com molho de creme de leite, Catupiry e parmesão, além de batatas coradas. Há ainda sugestões com frutos do mar, caso do polvo ao murro (a partir de R$ 190), grelhado, com arroz de brócolis, batatas e cebola. Barra Funda: Av. Pacaembu 71 (3666-0381). Itaim Bibi: Rua Pedroso Alvarenga 620 (3071-4077). Seg, das 11h30 às 16h. Ter a sáb, das 11h30 às 23h. Dom, das 11h30 às 17h. A BELA SINTRA Há mais de duas décadas nos Jardins, o negócio comandado por Carlos Bettencourt é sempre lembrado quando o assunto é culinária portuguesa em São Paulo. Inaugurado em 2004, tem ambiente elegante, assinado pelos arquitetos Miguel Vigil e Toninho Noronha. Na cozinha, Patricia Sampaio Bettencourt divide o comando com o chef operacional Valderi Gomes. As receitas exaltam o bacalhau, que aparece nos clássicos bolinhos (R$ 79, oito unidades) e em preparos como a versão à lagareiro (R$ 304), com a posta do peixe empanada, dourada no azeite e servida com batatas ao murro, alho, cebola, brócolis e azeitonas; ou o mil-folhas (R$ 218), com massa folhada recheada de lascas do peixe, tomate, espinafre gratinado, shiitake, amêndoas e salsa. Para outros sabores lusos, o arroz de pato (R$ 187) é boa pedida, com a ave desossada, chouriço português e azeitonas verdes. O serviço é um diferencial, sempre com um sommelier orientando harmonizações a partir da adega climatizada com mais de 100 rótulos. Para encerrar a visita, os doces conventuais são imperdíveis: na dúvida, fique com o toucinho do céu (R$ 53). Cerqueira César: Rua Bela Cintra 2.325 (3891-0740). Ter a sex, das 12h às 15h30 e das 19h às 22h30. Sáb, das 12h às 23h. Dom, das 12h às 22h30. BODEGA PEPITO O mais novo endereço do chef catalão Oscar Bosch — também à frente do campeão Cala del Tanit e do vice Tanit, entre outros — mistura o espírito das tradicionais bodegas espanholas com a informalidade dos botecos brasileiros. Guiada pelo conceito de “cozinha inquieta”, a casa aposta em releituras de clássicos com influências globais. Entre os petiscos, destacam-se as croquetas forrest duck, de pato com maionese de tucupi (R$ 24, a dupla), e o tataki de torresmo com chutney de abacaxi e pimenta dedo-de-moça (R$ 35). Para compartilhar, o crudo de atum com leche de tigre de milho, furikake (um condimento seco típico) e coentro (R$ 79) e a tortilha de batata com aioli e cecina de wagyu (R$ 55) são boas pedidas. Entre os principais, brilham o arroz de pato com chorizo e pato confit (R$ 230, para dois) e a fregola moquecada com polvo na plancha e manteiga de camarão (R$ 129). O ambiente, com janelões voltados para a rua, azulejos e um grande balcão, convida a longas conversas. Pinheiros: Rua dos Pinheiros 320 (94313-1569). Ter a qui, das 12h às 15h e das 18h às 23h. Sex, das 12h às 16h e das 18h à meia-noite. Sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 17h. CHIADO BAR E RESTAURANTE Comandado por Miguel Bettencourt, filho de Carlos Bettencourt (de A Bela Sintra), o restaurante de Moema celebra desde 2013 os sabores de Portugal em um ambiente acolhedor assinado por Miguel Vigil, com tijolinhos aparentes, retratos da família e um agradável quintal com fonte e árvore. No piso superior, uma adega envidraçada e a varanda completam o cenário. Para começar, vale pedir o tradicional caldo verde com chouriço português (R$ 46), com couve fininha e batatas, ótima pedida para dias frios. A frigideirinha de polvo e lula (R$ 88) também é boa para petiscar. Se a ideia é dividir, o bacalhau à brás (R$ 194) é opção interessante — leva ovos, batata palha, salsinha, azeitonas e bacalhau. E, na sobremesa, a porção de pastel de natas (R$ 29, quatro unidades) é perfeita para acompanhar o cafezinho. Moema: Av. Jurucê 776 (5041-5276 ). Ter, das 12h às 15h30. Qua a sex, das 12h às 15h30 e das 19h às 22h30. Sáb, das 12h às 17h e das 19h às 22h30. Dom, das 12h às 18h. MARIALVA COZINHA PORTUGUESA Em ambiente pequeno, mas aconchegante, segue encantando os clientes com pratos portugueses tradicionais. Se há dúvidas entre bolinho de bacalhau e alheiras, comece os trabalhos com o misto de salgados (a partir de R$ 42, meia-porção), que combina os dois clássicos. Para os que preferem ir direto nas especialidades, o bacalhau ao forno (R$ 178) sempre agrada, com a posta do pescado servida junto a batata ao murro, brócolis, tomate, ovo cozido, cebola e alho laminado. Para variar, há receitas como arroz de cordeiro (R$ 83), com a carne desfiada e legumes, ou a cataplana de frutos do mar (R$ 136). De segunda a sexta, há menu executivo com entrada, principal e sobremesa do dia (R$ 98 só o menu, ou R$ 133 com água e uma taça de vinho). No percurso à la carte, não se despeça sem uma sobremesa: dê uma chance à sericaia do alentejo (R$ 33), uma joia da confeitaria portuguesa. Jardim Paulista: Rua Haddock Lobo 955 (3061-0261). Seg a sex, das 12h às 15h30 e das 19h às 23h. Sáb, das 12h às 17h e das 19h às 23h. Dom, das 12h às 17h. RANCHO PORTUGUÊS Fundado em 2013 pelos irmãos Antônio e Manoel Alves, na Vila Olímpia, o restaurante (com mais quatro unidades no estado de São Paulo e uma no Rio de Janeiro) mergulha na cultura lusitana por meio da gastronomia, da arquitetura e da decoração inspirada na terrinha. No ambiente elegante, com azulejos, vitrais, adega e empório, que reúne de louças portuguesas a azeites, embutidos e conservas, a cozinha aposta em receitas tradicionais e criativas. Estrela local, o leitão à bairrada (a partir de R$ 235) segue a receita preservada desde o século XVII: temperado à moda portuguesa e assado lentamente até ganhar pele dourada e crocante, acompanhado de salada da bairrada, batatas e laranja. De segunda a sexta, o almoço executivo (R$ 109) inclui couvert, entrada e principal. Nos fins de semana, há pratos ideais para grandes grupos, como o cozido à portuguesa (R$ 451, para três), servido aos sábados, e a perna de cabrito à moda de braga (R$ 395, para dois), atração de todos os domingos. A adega impressiona os amantes do vinho: são cerca de 800 rótulos lusitanos, de todas as regiões. Vila Olímpia: Av. dos Bandeirantes 1.051 (2639-2077). Seg a sáb, das 11h30 às 22h30. Dom, das 11h30 às 17h30. TASCA DO ZÉ E DA MARIA No coração gastronômico de Pinheiros, a tasca serve uma culinária portuguesa focada nos clássicos, em ambiente tranquilo e acolhedor. Com entrada, pato principal e sobremesa (R$ 189), o menu executivo, servido de segunda a sexta, é uma boa forma de experimentar os temperos da casa. Pode ter casquinha de bacalhau ou caldo verde de entrada, além de opções como arroz de cordeiro ou bacalhau à brás dentre os principais. À la carte, a variedade se amplia. Para começar, aposte no bacalhau à beneditine (R$ 73), panelinha com o peixe desfiado, encorpado com purê de batata. Se a ideia é dividir um prato principal, vale pedir o bacalhau da vovó (R$ 495, para dois). Vem com o lombo do pescado ao forno, preparado no azeite com cebola, batatas, azeitonas, tomates, ovos cozidos e brócolis, acompanhado de arroz. Para escoltar a refeição, a carta de vinhos é caprichada, com rótulos acima da média — e também há opções em taças (R$ 60). Pinheiros: Rua dos Pinheiros 434 (3062-5722). Ter a sex, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 17h. TEUS RESTAURANTE BAR Capitaneado pelo chef Francisco Farah, o restaurante na Vila Madalena, aposta em uma cozinha contemporânea de inspiração espanhola. Em ambiente elegante e confortável, serve uma bela seleção de snacks e pratos para compartilhar, da castanha-de-caju assada picante (R$ 21) às croquetas de jamón (6 unidades, R$ 44), passando por frigideira de ovo caipira, batata e jamón serrano (R$ 42) ou lulinhas salteadas com emulsão de chorizo e croûtons (R$ 65). As receitas de arroz, preparadas à moda ibérica, são excelentes — a de lula (R$ 83) é servida com aioli da casa. Durante a semana, o menu executivo é um dos atrativos, com entrada, prato principal e sobremesa (R$ 85). As combinações mudam mensalmente e podem incluir opções como couve-flor empanada com molho romesco, polenta cremosa com ragu de porco ou atum selado com salada de grãos e pesto de ervas. Nos fins de semana sempre tem ceviche de ostras frescas (3 unidades, R$ 27) e mexilhões (R$ 89) ao vinho branco com creme de leite e ervas, servidos com fritas e pão da casa. Vila Madalena: Rua Natingui 1548 (99520-3281). Seg a qui, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sex, das 12h às 15h e das 19h às 23h30. Sáb, das 12h30 às 23h30. Dom, das 12h30 às 17h. TORERO VALESE Desde 2008 no Itaim Bibi, combina a tradição espanhola e os sabores do Mediterrâneo em uma cozinha autoral comandada pelo chef Juliano Valese, que traz na bagagem experiências na Califórnia e em países banhados pelo Mediterrâneo. Com ambiente acolhedor, a casa aposta em ingredientes frescos e sazonais e em pratos que privilegiam a técnica e o respeito ao ciclo natural dos alimentos. Trata-se do lugar certo para quem ama “tapear”, provar tapas, como fazem os espanhóis, de preferência com uma taça de cava, espumante, vinho ou um bom drinque para acompanhar. Destacam-se por lá as tapas clássicas, como o pan tomaca (R$ 29), pão com tomate ralado, alho, azeite e sal, e a tortilha de papas (R$ 33), omelete de ovos com batatas e cebola. As paellas são imperdíveis e aparecem em várias versões. Uma dessas receitas típicas, a mariñera (R$ 159), une camarão-rosa, mariscos, lula e peixe. Da terra, o puchero (R$ 99) é substancioso e aquece até a alma, com linguiça chistorra picante, bochecha suína, legumes da horta e grão-de-bico, acompanhado de farofa de migas. A tarta de queso (R$ 39) não pode faltar na sobremesa: trata-se de uma torta basca feita com queijo e finalizada com calda de frutas vermelhas. Itaim Bibi: Avenida Horácio Lafer 638 (3168-7917). Ter a sex, das 12h às 14h30 e das 19h às 23h. Sáb, das 12h às 23h. Dom, das 12h às 17h.