‘Tristão e Isolda’ sempre poderá ser vista de modo ambíguo, porque assim é a matriz cultural que ela representou e representa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 — Foto: Cris Bierrenbach Em “Altos voos e quedas livres”, um ensaio pessoal sobre o luto, Julian Barnes conta que sempre havia achado a ópera a forma menos compreensível de arte. Depois da morte de sua mulher, a ideia mudou: “Agora parecia natural que as pessoas entrassem no palco e cantassem umas para as outras, porque a música era uma maneira mais primitiva de comunicação que a palavra falada - ao mesmo tempo mais alta e mais profunda. Em ‘Don Carlo’, de Verdi, o herói acabou de conhecer sua princesa francesa na floresta de Fontainebleau e já está de joelhos cantando: ‘Meu nome é Carlo e eu te amo’. Sim, pensei, está certo, é assim que a vida é e deveria ser, vamos nos concentrar no essencial”.
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