O porto de Paranaguá (PR), o segundo maior complexo portuário do país em movimentação de cargas, está no centro de uma disputa bilionária por expansão territorial, em um processo conturbado que passou a envolver acusações de suposta sabotagem contra a expansão da área pública.
A Folha teve acesso a documentos de um processo judicial que corre no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) que trata dessa disputa. A administração do Paranaguá cita uma denúncia feita na esfera administrativa ao Ministério dos Portos e Aeroportos, que atribui ao projeto de um porto privado vizinho uma ofensiva contra a expansão do terminal estatal.
O projeto privado se chama Porto Guará, tem autorização da União para funcionar, mas depende de licenciamento ambiental para sair do papel.
A acusação que consta do processo do Paranaguá é que o projeto privado teria coordenado uma ofensiva judicial e administrativa para tentar impedir, retardar ou reduzir a atratividade de leilões, uma vez que ambos disputam os mesmos clientes, em transações que superam R$ 2 bilhões em investimentos.
A denúncia chegou à Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), que confirmou à Folha ter recebido documentos do Mpor (Ministério de Portos e Aeroportos), sob análise técnica.









