Argh. O falatório insano vai até outubro. Depois haverá balanços, especulações, lobbies, a roleta dos ministeriáveis e, no ano que vem, a posse dos eleitos. Política cansa. Melhor esperar o Carnaval para governar.

Aécio. Um ufa de alívio varreu a JBS quando o macilento mineirinho anunciou que não será candidato. A empresa carnívora atestou, numa delação premiada, que deu R$ 110 milhões para tramar a súcia de 12 partidos que, em 2014, escorou sua ânsia em desfrutar do Planalto.

Anticomunismo. Lula avisou que, "como estamos com o barco garantido, é hora de dar um salto de qualidade". Já que não há mais anticomunistas alfabetizados, não escarraram nele por usar uma expressão criada por Engels. Mas a física, sempre reacionária, insiste que barcos não saltam.

Bolsonaro. Calado e invisível, é um ectoplasma, o que tem utilidade. Não há cristãos sem pagãos, patrões sem trabalhadores, deuses sem demônios, esquerda sem direita.

Candidato. Vem do latim "candidatus", cândido, alvo. Em Roma, os candidatos punham togas brancas para mostrar que não tinham mancha, estavam limpos. Os candidatos do centrão têm horror à cândida, se enfeitam com as encardidas penas da asa da graúna.