A próxima frase contém uma informação que alguns podem considerar dramática. Lá vai: não espere encontrar uma previsão eleitoral numa pesquisa. Sim, parece uma loucura, mas a verdade é bem diferente do que pensa muita gente e, espantosamente, também Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, que quer criar um selo de "acurácia" para os institutos de pesquisas mais certeiros.
Vale a pena revisitar a imagem que ficou para a história como o símbolo do fracasso das pesquisas. É de Harry S. Truman, depois de vencer as eleições em novembro de 1948, contra as previsões unânimes dos institutos de pesquisa e jornalistas políticos da época, a segurar, divertido e triunfal, a capa do Chicago Daily Tribune do dia anterior, que vaticinava na sua manchete "Dewey derrota Truman".
Ao contrário do antecipado, o governador de Nova York perderia a corrida. Desde então deveria ter ficado inscrito em vermelho nos anais da ciência política que as pesquisas eleitorais não são bolas de cristal.
Quase oito décadas depois, estranhamente, há quem ainda não tenha percebido que as pesquisas são apenas retratos de um momento, um "frame" de um filme que está em constante movimento, e não uma antecipação dos resultados das eleições.








