PUBLICIDADE Newsletter semanal do jornalista Thiago Prado conversa com senador que distribui críticas a nomes do partido, chama Eduardo Cunha de 'vagabundo', e mantém mistério sobre candidatura; na seção recomendo, as novas temporadas de Sessão de Terapia O senador Cleitinho Azevedo no plenário do Senado — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 05/06/2026 - 08:31 Cleitinho Azevedo mantém suspense sobre candidatura em MG e critica política tradicional Na newsletter "Jogo Político", Cleitinho Azevedo, líder nas pesquisas para governador de Minas Gerais, mantém mistério sobre sua candidatura. O senador critica figuras do próprio partido e rejeita rótulos tradicionais, enquanto expressa desdém pela política tradicional. Além disso, a newsletter recomenda as novas temporadas de "Sessão de Terapia", destacando sua evolução e profundidade nas histórias apresentadas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Este conteúdo faz parte da newsletter Jogo Político, de Thiago Prado, editor de Política e Brasil do GLOBO. Inscreva-se e receba todas as quintas-feiras diretamente no seu e-mail. Desde o início do ano, o entra e sai de políticos e jornalistas do gabinete 17 do anexo 2 do Senado tenta arrancar de Cleitinho Azevedo (Republicanos) se ele é mesmo candidato a governador de Minas Gerais — embora apareça em primeiro lugar na última pesquisa Quaest, com 37% das intenções de votos, mais que o dobro do segundo colocado, a entrada na disputa ainda não está confirmada. Uma conversa com Cleitinho leva qualquer interlocutor a tirar as mais variadas conclusões sobre seus rumos. Até porque muitas vezes o senador quer falar mais de futebol que de política — ele tem uma coleção de 1.581 camisas de times que exibe diariamente em seus populares vídeos nas redes. Ser uma caixinha de surpresas faz parte do seu show e, por isso, o bate-papo de uma hora com o senador começa exatamente por esse ponto. Por que o mistério com relação à candidatura, se já estamos em junho? — Não faço nenhuma questão de vir candidato, mas está virando uma onda o meu nome. Como é que eu não venho a governador agora? Só que eu não preciso ficar latindo que sou candidato, não, quem tem que fazer isso é quem está lá atrás nas pesquisas. Se eu fico falando que sou, perde o encanto. É tipo o que acontece com os artistas. O cantor chega para um show e vai para o camarim, oras, não fica andando lá no meio do povo. Senão as pessoas dão uma brochada. É tudo estratégia minha. Só vou decidir depois, em junho eu quero é ver os jogos da Copa. O senador nascido em Divinópolis — cidade que o alçou a vereador e deputado estadual antes do voo para Brasília, em 2022, com mais de 4 milhões de votos — é o clássico outsider que rejeita rótulos de esquerda e direita. Nos últimos dias, seus vídeos no Instagram apoiam o fim da escala 6x1, defendido pelo presidente Lula, assim como a medida do governo americano que equiparou o Comando Vermelho e o PCC às organizações terroristas, apoiada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). — A classe política me subestima e parte da imprensa também. Eu gosto disso. Não tenho medo de virar governador e de ser cobrado e xingado pelo eleitor — diz, para depois provocar o mundo político — Só porque eu falo errado e não tenho estudo? Não é porque tem mestrado e doutorado que vai ter voto. Se fosse assim, o Lula nunca teria chegado onde chegou. Voto é emocional, é sentimento. Se a primeira metade do café com Cleitinho em seu gabinete no Senado faz parecer que está tudo certo para a candidatura em outubro, o segundo tempo da conversa caminha no sentido oposto. O senador sabota qualquer possibilidade de boa relação com a cúpula do próprio partido, o Republicanos, ligado à igreja Universal do Reino de Deus. — Ele garante que me dará a legenda para me candidatar, mas não confio 100%. Não sou amigo dele, tenho nojo de qualquer coisa que envolva partido — diz, para depois alfinetar o bispo Edir Macedo, fundador da Universal — Falso profeta, nem quero me aproximar. Quando é instado a projetar seus próximos anos, Cleitinho dá mais argumentos àqueles que acham que a sua candidatura a governador de Minas, na verdade, é um grande balão de ensaio. Antes do último gole de café, uso como última tentativa a clichê técnica jornalística para tentar arrancar o que ninguém tem conseguido no gabinete 17 do anexo 2 do Senado. De zero a dez, qual a chance de Cleitinho ser candidato a governador? — Hoje, onze, amanhã pode ser um. Entrei na política para aparecer, não sou hipócrita. Nunca nem tive título de eleitor, só queria ser famoso — afirma, para depois realmente dizer o seu sonho que nada tem a ver com o comando do Palácio da Liberdade. — Na verdade, queria ser comentarista de futebol ou apresentador de TV igual ao Ratinho. Se um dia tiver uma proposta, largo essa merda aqui. Recomendo "Sessão de Terapia", temporadas 5 e 6 São ricas as histórias dos pacientes: a mãe com dificuldades de aceitar a nova (e dura) vida que a maternidade traz; o motoboy preto discriminado o tempo todo pela profissão que exerce e a cor da própria pele; a jovem obesa insegura com a própria aparência; a enfermeira traumatizada com a realidade do hospital onde trabalhou pós-Covid. É muito rico também ver Caio tendo os seus próprios problemas, se relacionando e muitas vezes se irritando com as histórias de cada paciente. Afinal, terapeuta também é humano e quase sempre precisa de outro terapeuta. Seja para fazer supervisão e falar dos seus clientes. Seja para fazer terapia mesmo ou falar de si próprio. A série vem sendo divulgada no Instagram com um bonito depoimento de Pedrinho, atual presidente do Vasco, sobre a importância que a terapia teve na sua vida para lidar com uma profunda depressão. A propósito, se envolver com o Vasco, time de coração deste editor que aqui escreve, não é recomendável para quem não está com a saúde mental em dia.