Eleições 2026
Não só o PT e o campo progressista vivem um dilema em Minas Gerais. A extrema-direita ainda não sabe quem será seu representante na corrida ao governo estadual, na mais nublada disputa até o momento. Líder nas pesquisas de intenção de voto, o senador Cleitinho Azevedo ainda não disse a que veio. Ou melhor, não respondeu a duas perguntas: Oncotô? Oncovô? Enquanto aliados pressionam por uma decisão, o parlamentar preserva o silêncio e amplia a expectativa em torno de um projeto que pode redesenhar não apenas a disputa local, mas os planos nacionais da oposição. “A hesitação é bastante inflacionada por setores da imprensa. É uma estratégia para gerar dúvidas em potenciais aliados”, avalia o cientista político Paulo Ricardo Diniz Filho, professor da UFMG.
Ex-verdureiro, cantor de pagode e senador, Cleitinho construiu uma trajetória improvável. Em menos de uma década, saiu do varejão da família, em Divinópolis, para se tornar o político mais competitivo da corrida ao Palácio Tiradentes. Sua ascensão diz, porém, tanto sobre ele quanto a respeito de um novo modo de fazer política: direto, emocional, impulsionado pelas redes sociais e ancorado na rejeição à política tradicional.











