A temporada de festas juninas está no auge. A diversão com a Copa está grande, com histórias de muitos países e jogadores para distrair a metade do país que se interessa pelo assunto. O time do Brasil ainda disputa a competição.
Em breve, parte do país entra em férias, pequena, é verdade, mas os povos do poder político entram em recesso em julho. A campanha eleitoral começa, na prática, em agosto.
Enfrentar escândalo é um perigo, cada vez menor, pois o país parece anestesiado pela recorrência ideologicamente ecumênica de bandalheiras. No entanto, o prejuízo tende a ser menor em momentos de distração ainda maior, como neste, de festa, Copa e férias.
O entorno político de Luiz Inácio Lula da Silva conta que diversão e diversionismos possam atenuar o impacto do caso de Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Petistas graúdos, mas nem todos, também acham que a oposição não vai fazer a caveira do senador petista ou malhar Wagner além do protocolo e do interesse comedido, pois as direitas têm mais culpas no cartório Master e cadáveres em outros armários. Quanto a isso, note-se o mutismo ou a reação contida da oposição ao petismo, entrincheirado na Bahia. Além do mais, apesar do dinheiro vivo achado com Wagner, faltaram evidências letais ou, então, mais espetaculares, tais como mensagens ou áudios de declaração de amor fraterno, que queimaram ainda mais o filme dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Ciro Nogueira (PP-PI).







